Jesus tem outro nome?


Emanuel - "Deus Conosco"
A razão de Jesus vir à terra não era exclusivamente o seu sacrifício na cruz!  Deus prometeu em Isaías 7:14:  "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel".  O nome Emanuel significa "Deus conosco" (Mateus 1:23) e implica mais do que uma breve visita para um ato sacrificial; revela antes o compartilhar da experiência humana.

Por que foi necessário que Deus viesse viver com o homem?  Assim como os que projetam móveis de montar freqüentemente acrescentam desenhos às suas instruções, assim também Deus planejou desde o início dos tempos dar ao homem não só instruções, mas um modelo perfeito S o próprio Filho, a quem o homem foi criado para copiar.  Mas, para servir-nos de modelo, ele teve de viver no mesmo mundo pecaminoso em que vivemos e enfrentar os mesmos desafios que enfrentamos.  E assim ele veio.  Emanuel.  "Deus conosco."
Como o Nosso Modelo nos Ajuda a
Lidar com os Vários Aspectos da Vida


Quando enfrentamos os vários desafios da vida, podemos enxergar o exemplo de Cristo ao lidar com situações semelhantes e imitá-lo.  Para conseguir isso, devemos analisar não só as palavras dele, mas os seus atos.  Por exemplo, examine as atitudes e as ações de Jesus com respeito ao seguinte:

O dinheiro.  Embora Jesus fosse autodidata e alguns de seus seguidores (Paulo, Apolo) fossem altamente instruídos, ele não dava o menor valor àqueles que correram atrás de títulos e dos elogios do mundo (Mateus 23).  Sua postura para com os que se orgulhavam das realizações mundanas pode ser resumida em suas palavras:  "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8:36).

Os desejos da carne. Quando Satanás o tentou no deserto a transformar pedras em pão, Jesus não brincou com a tentação, mas a rejeitou de imediato, citando as Escrituras (Mateus 4:3-4).

Seu relacionamento com o Pai.  Jesus falava constantemente com o Pai, às vezes passando a noite toda em oração.  Sua postura na oração foi sempre:  "Não seja como eu quero, e sim como tu queres".  Por falar perfeitamente as palavras do Pai e realizar as obras do Pai, ele tinha as condições para dizer:  "Quem me vê a mim, vê o Pai" (João 14:9).

O trato dos irmãos fracos. Embora Jesus muitas vezes repreendesse os seus discípulos pela "pequena fé", tinha o cuidado de não destruir a auto-estima espiritual insultando-os ou dispensando-os por serem irrecuperáveis.  Ele os elogiava sempre que possível e os fazia saber que ele contava com um progresso na vida deles.

O trato com os irmãos rebeldes.  Jesus falava severamente ao tratar com as autoridades judaicas arrogantes, talvez na esperança de, com palavras contundentes, sacudi-los e fazê-los sair de seu estado de dormência espiritual.

A injustiça.  "Também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente" (1 Pedro 2:21-23).

Etc. Jesus deve servir-nos de exemplo na oração, no lar, no trato com o governo e com os incrédulos.  Enfim, antes de agir diante de qualquer situação, devemos perguntar:  "O que Jesus faria nesse caso?".  Somente podemos responder corretamente a essa pergunta se estivermos completamente por dentro de sua vida e de seus ensinos.

Aplicação e conclusão.  "Anuncie o homem, não o seu plano" vem sendo um ditado comum entre os modernistas.  Essas palavras revelam profunda ignorância do que significa amar a Cristo.  Como é possível amar "o Homem" e não dar importância a seu plano?

Será que alguns partam para o outro extremo e preguem "um plano" que se concentre quase totalmente nos atos externos e subestime a pessoa de Jesus Cristo?  Uma jovem cristã recentemente admitiu que, embora tivesse estudado muito sobre a organização da igreja, a liturgia etc., jamais tinha passado muito tempo nos evangelhos estudando a vida de Cristo.  Essa negligência mostra severas falhas no sistema de ensino com o qual ela teve contato.

Alguns cristãos conhecem o que normalmente se chama "os cinco atos do culto", "as três formas de firmar a autoridade" etc., mas continuam materialistas, orgulhosos e egocêntricos, avançando pouco em direção à vida que se assemelha à de Cristo.  Talvez conheçam um "plano", mas evidentemente não conhecem "o Homem"!  Assim como a posição "Anuncie o homem, não o seu plano" conduz ao erro, também pregar o plano e subestimar a pessoa de Jesus Cristo, sua vida e suas atitudes leva a um ritualismo frio e estéril.  Nenhum dos dois extremos reflete o verdadeiro cristianismo.

O Emanuel não veio simplesmente para deixar à Igreja uma série de novos regulamentos.  Veio servir de modelo da criação de Deus.  Quanto mais o conhecemos de verdade e o imitamos, mais as nossas reações aos desafios da vida serão reações dele e não da carne.  Então poderemos dizer com Paulo:  "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2:20).  Só aí estaremos realmente chegando perto do que Deus pretende para a nossa vida S que sejamos "conformes à imagem de seu Filho".

Jesus é Rei!


A PESSOA MAIS NOTÁVEL DE TODOS OS TEMPOS


Jesus Cristo é freqüentemente comparado a outros profetas e mestres, mas Ele na verdade é a pessoa mais notável de todos os tempos. Tudo desde Seu nascimento até depois de Sua morte, foi miraculoso e o colocou à parte de qualquer outro. Jesus nasceu de uma virgem - algo naturalmente impossível. Antes de sua mãe Maria se casar, um anjo lhe apareceu e disse que daria a luz ao Filho de Deus. Quando ela perguntou como isto poderia ser possível, ele respondeu, "O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do altíssimo lhe cobrirá, também, aquele que há de nascer será chamado Filho de Deus." Assim como prometido, a virgem Maria deu a luz a Jesus Cristo, a mais notável pessoa já existente nesta terra.

 

UMA VIDA MARAVILHOSA


A vida de Jesus foi maravilhosa assim como Seu nascimento. Aos 30 anos de idade, Ele saiu da cidade de Nazaré e iniciou seu ministério ensinando e ajudando pessoas. A Bíblia registra como Ele era diferente de todos os outros professores: "As pessoas ficavam espantadas com Seus ensinos, Ele as ensinava com autoridade, e não como os escribas". Da mesma forma não havia doença tão grande para o Seu poder. A Bíblia diz: "Traziam a Ele todas as pessoas doentes que estavam aflitas com vários problemas e tormentos e Ele as curava". Profundamente incomodados as autoridades políticas e religiosas conspiraram para matá-lo.

 

SUA MORTE


Sua morte tinha sido predita quase mil anos antes. O profeta Isaias escreveu sobre Ele [Isaias 53.5]: "Jesus pagaria o preço por nossos pecados para que pudéssemos ser perdoados e ter a vida eterna". Exatamente como foi predito, Jesus recebeu a mais brutal sentença de morte daquele tempo para cumprir a profecia que Ele era o Filho de Deus. Enquanto era levantado na cruz de madeira com pregos sobre suas mãos e pés, Ele orou, "Pai, perdoa-os pois não sabem o que fazem". Jesus tinha o poder de descer da cruz, mas Ele escolheu sacrificar Sua vida por outros.

 

A PROMESSA É PARA VOCÊ


Assim como está escrito, Deus ressuscitou Seu Filho Jesus de volta a vida no terceiro dia depois de Seu sepultamento Ele foi visto por Seus amigos próximos e mais de 500 de Seus seguidores. Ele subiu aos céus diante de seus olhos. Depois de sua ressurreição, seu amigo e discípulo Pedro disse a uma grande multidão para arrependerem de seus pecados e crerem em Jesus Cristo para serem salvos, "Pois a promessa é para vocês, seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus, chamar". Esta promessa é para você! Existem muitas religiões e profetas, mas nenhuma oferece o perdão completo de seus pecados e vida eterna com Deus. Ele já morreu por seus pecados, agora você precisa por sua fé Nele. "Se com tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, seras salvo." [Romanos 10:9] Se você crer em Jesus, você pode fazer esta oração agora mesmo e receber o presente da vida eterna.

Jesus disse:









Com Jesus é assim, se creres nEle de toda coração e viver conforme a sua palavra, Ele perdoa todos os teus
 
pecados e tira as Enfermidades, repreende as perturbações, deixando a pessoa livre para o seguir.
 

Jesus breve voltará.


Qual seria sua reação se um anjo viesse e falasse alguma coisa pra você? Você acreditaria?
Você ficaria impressionado com o que ele diria? Você sairia contando pra todo o mundo o que o anjo
teria dito a você?
Jesus havia terminado Sua missão na terra e era chegado o tempo de voltar para o céu, de onde Ele
tinha vindo. Um pouco antes de Sua morte, havia explicado aos discípulos que estaria retornando para
junto do Pai, mas Ele prometeu: "Não fiquem preocupados, virei outra vez" João 14:3.
O momento de Sua partida havia chegado. Depois de dar as últimas instruções para Seus discípulos,
uma atração mais forte do que a força da gravidade, começou a elevar Jesus da terra.
Os discípulos, que tinham visto Seu mestre andar sobre as águas, acalmar a tempestade, multiplicar
pães e peixes, curar e ressuscitar mortos, não tiveram dificuldade em acreditar no que seus olhos
estavam vendo. A dificuldade era conter a saudade que já começavam a sentir de Jesus, porque Ele
estava indo embora.
Jesus foi o amigo inseparável de três anos e meio. Compreendendo os sentimentos dos discípulos, Jesus
pediu para dois dos anjos, que vieram em comitiva para levá-lo, que consolassem o coração de seus
amados seguidores, relembrando-os da promessa de Sua volta .
Em Atos 1:11 nós lemos as palavras dos anjos: "Varões galileus, por que estais olhando para as alturas?
Esse Jesus que dentre vós foi recebido no céu, assim virá do modo como O vistes subir".
Imagine quão doces, convincentes e confortadoras foram as palavras dos anjos ao coração dos
discípulos. Esta promessa falava de reecontro. Um dia Jesus voltaria para estar para sempre com eles,
num tempo em que não haveria mais separação.
A volta de Jesus passou a ser o anseio do coração dos discípulos. Esta esperança é que animava o
coração deles a prosseguir. Os apóstolos e os cristãos primitivos consideravam a volta de Jesus como a
"bendita esperança", como vemos em Tito 2:13: "Aguardando a bendita esperança e a manifestação da
glória do nosso grande Deus e salvador Cristo Jesus".
Na verdade este era o anseio de longas eras. Quando Adão saiu do Éden, seu coração se partiu de
saudade de Jesus, porque não poderia mais falar com Ele face a face.
Seu grande anelo era poder estar com Jesus de novo. Enoque, o sétimo depois de Adão viu e profetizou
a volta de Jesus, dizendo: "Eis que é vindo o Senhor entre Suas santas miríades, para exercer juízo
contra todos..." Judas 14.
O salmista também falou da vinda do Senhor para reunir Seu povo dizendo: "Vem o nosso Deus, e não
guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador...Congregai os Meus santos, os que comigo fizeram
aliança por meio de sacrifícios" Sal.50: 3-5.
O profeta Isaías, em uma de suas várias menções à 2º vinda de Cristo, escreveu de forma insprirada:
"Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o Seu braço dominará; Eis que o Seu galardão está com Ele, e
diante dEle, a Sua recompensa". Isaías 40:10.
Crer e esperar a volta de Jesus sempre foi a doce esperança da humanidade, em todos os tempos. Jesus
voltará para buscar e salvar aqueles que nEle creram. Ele prometeu.
Um dos textos mais lindos da Bíblia está em João 14:1-3: "Não se turbe o vosso coração; credes em
Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse eu võ-lo teria
dito. Vou preparar-vos lugar e quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos receberei para
mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também."
Vivemos no meio de um mundo que vive em confusão. Tudo aqui é muito difícil. Jesus nos anima
dizendo: "Não se turbe o vosso coração." Em outras palavras: "Não fiquem desesperados. Eu vou
preparar um lugar melhor. Um lindo lugar. Será tão lindo que não haverá lembrança das coisas
passadas."
Eu voltarei! Virei outra vez pra buscar vocês. Porque eu quero estar para sempre com vocês.
Jesus virá para reunir toda a família.
Paulo diz que "os mortos em Cristo ressuscitarão incorruptíveis e os vivos seremos transformados, e
juntos seremos arrebatados para encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o
Senhor." I Tessalonicenses 4.16-17.




Jardim do Édem.


No livro de Gênesis (2.4-15), encontramos a referência exata onde está localizado o Jardim do Éden. Para muitos continua sendo uma ficção, mas para outros é a marca inicial da história da civilização, onde a humanidade se originou com a criação do homem adâmico. Em nenhum outro livro registra-se sobre este fato a não ser a Bíblia. Ali, Adão foi criado e viveu neste jardim preparado para sua habitação junto a Eva, sua mulher. Quando analisamos os mapas mais antigos conjuntamente com as Escrituras, é possível sim, localizarmos o provável local do Jardim do Éden. Existiam quatro rios, e um deles saía de dentro do Jardim e se espalhava e se convertia em quatro cabeceiras. Os nomes destes rios eram: Pison, Gion, Tigre (Chidékel) e o Eufrates (Perat). Devemos, no entanto analisar que: quando a Bíblia refere-se ao ponto ocidental e oriental, toma como referência geográfica, Israel. O Texto de Gênesis diz: “E plantou Deus um jardim no Éden, no oriente, e colocou ali o homem que formou”. Tomando como ponto de referência geográfica, quem fica ao Oriente são os países tais como: Jordânia, Arábia Saudita e Iraque e os outros do extremo oriente. Porém, não se pode esquecer-se de um detalhe, onde o próprio relato da Escritura não deixa dúvida. É a citação do nome dos rios, e dois deles ainda existem até hoje, com os seus mesmos nomes: o Rio Tigre e o Eufrates. O próprio Texto de Gênesis diz que o Rio Tigre é o que corre ao Oriente da Assíria, atualmente, a Síria. A partir daí podemos fazer uma correlação entre os países antigos e os atuais. Quando comparamos o Iraque atual com a Assíria Antiga podemos claramente ver que no mapa atual falta a parte sul da terra, onde foi submergida pelas águas do Golfo Pérsico. Comparando com os mapas antigos e atuais percebemos nitidamente que nos mapas atuais não mais existem os Rios Pison e o Gion, pois os mesmos eram quem regavam o jardim do Éden. Portanto, verificamos que os mapas atuais registram o nome dos Rios Tigre e o Eufrates. Sendo assim, podemos deduzir que a provável localização do jardim do Éden está mergulhada no local onde se encontra hoje o Golfo Pérsico. É importante observar que a cidade natal de Abraão, Ur dos Caldeus, não existe mais no mapa geográfico, já que a mesma ficava alguns quilômetros abaixo do Jardim do Éden. Se ela existisse hoje, seria a cidade mais antiga do mundo e há indícios de que também está mergulhada no Golfo Pérsico. No entanto, a cidade mais antiga do mundo, hoje, é Damasco. Finalmente, o Jardim do Éden foi uma realidade histórica e geográfica, e não simplesmente ficção. A Bíblia, como sendo o livro mais antigo do mundo não falhou, quando deu a localidade do Éden ao oriente, e ainda a citação de rios que sobrevivem com seus nomes até hoje.



IMPORTANTES ENSINAMENTOS BÍBLICOS

 ENSINOS SOBRE DEUS, CRISTO E O ESPÍRITO SANTO.
No estudo da teologia é pesquisado conjuntamente os ensinamentos de Deus, de Cristo e do Espírito Santo. Entendê-los é uma oportunidade para aqueles que se dedicam ao estudo da Bíblia.
 


l. O ENSINO SOBRE DEUS. O estudo que é dirigido ao conhecimento de Deus chama-se "teologia", e trata sobre a existência, a personalidade e a natureza de Deus.

a. A existência de Deus. No início do livro de Gênesis que trata da criação, encontramos a expressão: "No princípio criou Deus..." (Gn 1:1). Esta verdade é aceita pela fé, sobre Sua existência segundo o que está escrito na Bíblia. Não é uma fé sem base, mas que tem seus fundamentos nas Escrituras. (Hb.11:5,6 ).

b. A personalidade de Deus - Os vários pronomes pessoais que encontramos na Bíblia são prova da sua personalidade. (Jo 17:3; SI 116.1,2); lhe são atribuídas características pessoais, tais como: tristeza (Gn 6:6), ira (Nm 11:1; 12.9; Rm 1:18), zelo (Dt 6:15), amor (Rm 5:8) e abominação (Pv 6:16); na forma que Ele lida com o homem como criador de todas as coisas. (Gn 1:1), como Sustentador de tudo (Is 40:22-29; 41:13-20), como Abençoador de todos (Mt 5.45; 10.29,30), como Governador e Dominador das atividades do homem. (Is 40.10-15; 41.1-12), como Pai de seus filhos espirituais (Gl 3:26).

c. A natureza de Deus. A natureza de Deus abrange os Seus atributos naturais e morais, quais sejam: vida (Jo 5:26), espiritualidade (Jo 4:24), imutabilidade (Tg 1:17), eternidade (Dt 33:27; SI 90.2), onisciência (l Sm 16:7; At 15:8), onipotência (Gn 17:1; Jó 42:2), onipresença (SI 139.7-12), veracidade (Nm 23:19), fidelidade (Jr 1:12), conselho (Ef 1:11; Is 40:13,14), e santidade
(Is 6:3).


2. O ENSINO SOBRE CRISTO. Em teologia o estudo sobre a Pessoa de Cristo, é chamado de Cristologia, abrangendo os seguintes temas:

a. A humanidade de Cristo. A humanidade de Cristo é confirmada pela sua estirpe humana (Gl 4:4; Rm 1:3); por seu crescimento e progresso naturais (Lc 2:40,46,52); por seu aspecto particular (Jo 4:9); por sua natureza absoluta (Mt 26: 2,38; Lc 23:36); pelos seus limites humanos sem pecado (Jo 4:6; Mt 8:24; 21,18); pelos nomes humanos que Lhe foram atribuídos, por Ele mesmo ou por outros (Mt 1:21; Lc 19:10; At 2:22; Mt 21:11; l Tm 2:5); pelo relacionamento que Ele mantinha com Deus (Mc 15:34; Jo 20:17).

b. A divindade de Cristo. As Escrituras confirmam a confiança na divindade de Cristo, quando afirma que Ele é Deus (Jo 1:1), Onipotente (Ap 1:8), Eterno (Jo 8:58), Criador (Jo 1:3). Características intrínsecas a Deus Pai tem relação simétrica com Cristo, evidenciando sua natureza e divindade.

c. O caráter de Cristo. Cristo tem recebido aprovação e o conselho não somente de Deus Pai, como também dos anjos, e da parte de espíritos demoníacos há declarações de que Ele é o Santo de Deus. A Bíblia asseguradamente dar-Lhe a conhecer como: santo (l Jo 3:3,5), amoroso (Jo 13:1), manso e humilde (Mt II:29).

d. A obra de Cristo. A missão de Cristo na terra, concluída em sua morte, foi precisa por causa da santidade e do amor de Deus (He 1:13; Jo 3:16); por causa do pecado do homem (I Pe 2.24); por causa da concretização das Sagradas Escrituras (Lc 24:25-27). O propósito de Deus tornou-a necessária
(At 2:23).

e. A ressurreição de Cristo. A ressurreição física de Jesus Cristo é o firme fundamento do Evangelho e da nossa fé (l Co 15:17).

3. O ENSINO SOBRE O ESPÍRITO SANTO. Na verdadeira Teologia, o ensino sobre o Espírito Santo é conhecido como: pneumatologia, e examina entre outros, os seguintes temas:

a. A natureza do Espírito Santo. Na análise da natureza do Espírito Santo, enfatiza-se a sua personalidade. Sendo uma pessoa, é chamado no âmbito Bíblico como: Espírito de Deus (l Co 3:16; Gn 1:2); Espírito de Cristo (Rm 8:9); Espírito Santo (At 1:5); Espírito de Vida (Rm 8:2); e Espírito de Adoção (Rm 8:15,16; Gl 4:5,6).

b. A obra do Espírito. O cristão convertido é particularmente submetido à ação do Espírito Santo que nele opera regenerando-o (Jo 3:3-6), incluindo-o no corpo de Cristo através do batismo (l Co 12:13; Ef 4:1-16,30), morando nele
(l Co 6:15-19), dando-lhe força (Ef 3:16), enchendo-o dos seus benefícios
(Ef 5:18- 20).


II. O ENSINO SOBRE OS ANJOS, O HOMEM E O PECADO.

1. Sobre os Anjos. De conformidade com a Bíblia, Deus criou os anjos: (Ne 9:6; Cl 1:16) superiores aos homens (SI 8:4,5) e em quantidades incontáveis (Jó 25:3;Dt 33:2; Ap 5:11; Dn 7:10) Eles não devem ser adorados (Ap 22:9; 19:10;Cl 2:18), porquanto estão sob a autoridade de Cristo (Ef 1:20,21; Fp 2:9-11). No fim dos tempos, anjos bons e maus participarão decisivamente nos acontecimentos finais. Na vinda de Cristo em Glória, os bons, se manifestarão (Mt 24:30,31) contribuindo na ressurreição dos mortos (l Ts 4:16), na reunião dos chamados, na colheita final, no julgamento de todos os povos e na destruição cabal do pecado (Mt 13:39-42). Os anjos maus, comandados por satanás, trarão sofrimento e agonia aos homens, e por fim serão lançados no inferno de chamas eternas (Mt 25:41; Ap 20:10).

2. Sobre o homem. Diante do que a Bíblia diz, o homem é criatura de Deus, formado a Sua imagem e semelhança (Gn 1:26). O homem é um ser tricotômico, isto é, dotado de espírito, alma e corpo (l Ts 5:23). O homem foi criado incorruptível, (Ec 7:29) qualidade da qual caiu por causa da desobediência no Éden. Então, o homem foi designado para viver no mundo (Gn 2:7), para amar o próximo (Gn 2:18), para o domínio da Criação (Gn 1:27- 30), para a consagração a Deus (SI 8:5-9;-96; 98)

3. Sobre o pecado. A Bíblia mostra que a origem do pecado da raça Humana na História foi a violação espontânea de Adão à ordem de Deus no Paraíso. Ele deixou-se influenciar pelas sugestões de satanás, de que, agindo contrário a orientação de Deus, iria tornasse igual a Ele. Ouvindo e fazendo conforme Deus havia proibido, Adão trouxe a maldição do pecado sobre todos os homens (Gn 3:1-6; Rm 5:12,18,19). De acordo com os ensinos bíblicos o pecado é a inclinação da carne e inimizade contra Deus (Rm 8:7); é universal (Rm 3:23; 5:12); o pecado é uma ofensa direta à pessoa de Deus, e tem lugar de origem antes de tudo no coração do homem (Mt 5:27, 28; 15:19).


III. ENSINO SOBRE A SALVAÇÃO, A IGREJA E AS ÚLTIMAS COISAS.

1. Sobre a salvação. A salvação do homem é o assunto principal de toda a Sagrada Escritura. De forma que possa tornar compreensível este assunto da salvação, a Bíblia a expõe do seguinte modo:
a) a salvação é uma ação divina e não do homem (Rm 6:23).
b) somente Jesus é capaz de salvar o pecador (Lc 19:10).
c) a salvação é alcançada pela graça de Deus e não por obras humanas (Ef 2:8-10).
d) a salvação compreende espírito, alma e corpo do homem; (1 Ts. 5:23).
e) a salvação é para a eternidade (Rm 5:1; l Ts 5:23; Cl 3:4).
f) a salvação é fruto da fé em Cristo (Rm 1:16, 17; 10.9,10 17; Gl 3:1-11, 22,26).
H) a Trindade Divina coopera com o pecador na sua salvação (Jo. 14:26; 15:26).

2. Sobre a Igreja. A Igreja é constituída excepcionalmente de pessoas que passaram pelo novo nascimento na ação do Espírito Santo e da Palavra de Deus (Jo 3:5), para que através dela o Senhor Jesus efetue a sua obra neste mundo (Ef 4:11-16). O ensino da Igreja por meio das Escrituras pode ser sintetizado da seguinte forma:
a) O vocábulo "igreja", aplicada em seu significado universal, assinala o corpo de Cristo (Rm 12:5);
b) A Igreja universal é apresentada como lugar da habitação de Deus (Ef 2:22; l Pe 2:5);
c) A Igreja universal dos salvos é a noiva de Cristo (Ap 21:2).
d) a Igreja é um ambiente composto apenas de pessoas regeneradas. É indispensável o aprimoramento da Igreja através de cada um de seus componentes. Por isso é que Cristo conferi dons aos homens para a edificação da Igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres, e etc. (Ef 4:11-16). Desta forma, por meio de diversas atuações de seus ministros, Deus aperfeiçoa a sua Igreja em todos os seus aspectos..

3. Sobre as últimas coisas. Para o discípulo de Jesus, os tempos vindouros resguardam-lhe uma excelente perspectiva - a segunda vinda de Cristo, de duas formas: inicialmente, o arrebatamento dos que foram salvos, envolvendo todos aqueles que morreram em Cristo, também os que estiverem vivos que fielmente o esperam (l Ts 4.16,17); e segundo, o seu aparecimento em glória seguido de seus anjos e santos que foram arrebatados, para cumprir o juízo sobre as nações e iniciar o Milênio sobre a Terra (Mt 24.37-39; 25.31-46; 2 Pe 3.10-13; Ap 20.4-7).
Jesus afirmou que ninguém aqui na terra, nem mesmo os anjos do céu, sabe a data e hora em que esse evento acontecerá. O que temos é a certeza de que Ele não tardará. Todos os sinais adverti que a vinda de Cristo e a redenção dos filhos de Deus já se aproxima (Lc 21.28).
  
 

HISTÓRIA DA BÍBLIA - INFORMAÇÕES BÁSICAS

Por um bom período da História, a leitura da Bíblia foi vetada aos leigos, sendo consentida apenas para o clérigo, os quais estabeleciam as leis para a igreja como desejavam.
Após a Reforma, proposta por Martinho Lutero, os protestantes passaram a fazer uso dela e torná-la pública. Por um tempo em nosso país, eram as Bíblias confiscadas e perseguidos todos os que a possuíam. Hoje, muitos têm descoberto o valor do seu uso.
A Bíblia foi o primeiro livro a ser impresso. Ela é uma coleção de escritos, considerados pela Igreja cristã, como inspirados por Deus (II Tm 3:16a). O termo "Bíblia" é de origem grega e quer dizer "livrinhos".


O QUE SIGNIFICA BÍBLIA?

O termo "Bíblia", não se encontra dentro do texto das Sagradas Escrituras. É derivado do nome que os gregos davam à folha de papiro preparada para a escrita - biblos. Um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado "biblion", e vários destes era uma "bíblia". Portanto, literalmente, a palavra bíblia quer dizer "coleção de livros pequenos". É consenso geral entre os teólogos que o nome Bíblia, foi primeiramente aplicado às Sagradas Escrituras por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla, no IV Século da nossa era.
Devido as Escrituras formarem uma unidade perfeita, a palavra Bíblia, sendo um plural como acabamos de ver, passou a ser singular, significando O Livro, isto é: O Livro dos livros; O Livro por Excelência. Como O Livro Divino, a definição canônica da Bíblia é "A revelação de Deus à humanidade".


ANTIGO TESTAMENTO.

È a primeira parte da Bíblia, que inicia com o livro de Gênesis e finda com o livro de Malaquias, também chamado de antiga Aliança. O que é aliança? Acordo que Deus, por causa do seu amor fez com o seu povo. Esta aliança (trato, pacto, contrato, concerto, união) tem como base o seguinte: Deus, cumprindo a sua Palavra que foi dada como promessa aos patriarcas, era o Senhor da nação de Israel, e este era o seu povo. Ele estendia a sua benção sobre o povo, e este por sua vez andava em obediência a Ele. O termo "testamento", sendo usado para indicar as duas divisões da Bíblia, quer dizer "aliança". No AT vemos Deus se revelando ao povo de Israel, na expectativa da vinda do Messias, O Salvador prometido, o que havia sido designado por Ele como o Ungido que viria na Plenitude dos tempos, no momento certo para Deus agir, trazendo libertação ao povo da Lei e da escravidão do pecado.

COMO O VELHO TESTAMENTO ESTÁ ORGANIZADO?

O Velho Testamento é constituído por 39 livros divididos em cinco partes:

Livros da Lei – Pentateuco – Trata da criação.

1. Gênesis - Fala da origem de tudo, do pecado e de suas conseqüências.
2. Êxodo - Fala da libertação do povo hebreu do Egito, da caminhada no deserto, e da chegada do povo de Israel à terra de Canaã.
3. Levítico – É um registro das leis e dos mandamentos de Deus ao seu povo Israel.
4. Números – Narra a contagem dos israelitas.
5. Deuteronômio – É uma exposição dos discursos de Moisés.

Livros Históricos - falam da caminhada do povo israelita.

1. Josué
2. Juizes
3. Rute
4. I Samuel
5. II Samuel
6. I Reis
7. II Reis
8. I Crônica
9. II Crônica
10. Esdras
11. Neemias
12. Ester

Livros Poéticos - são chamados poéticos devido ao seu gênero literário.

1. Jó
2. Salmos
3. Provérbios
4. Eclesiastes
5. Cantares

Profetas Maiores - por serem os livros mais extensos do que os outros.

1. Isaías
2. Jeremias
3. Lamentações de Jeremias
4. Ezequiel
5. Daniel

Profetas Menores - por serem os livros menores.

Oséias
Joel
Amós
Obadias
Jonas
Miquéias
Naum
Habacuque
Sofonias
Ageu
Zacarias
Malaquias



O NOVO TESTAMENTO.

É a segunda parte da Bíblia, que tem seu início com o Evangelho de Mateus e o término com o Apocalipse. Diz respeito a nova Aliança. Em cumprimento à palavra que foi dada pelos profetas, Deus fez um novo trato, que teve sua confirmação na morte do Senhor Jesus na cruz. Ele perdoa os pecados do seu povo, este recebe o novo nascimento e certeza de sua salvação, e vive em dedicação a Ele e ao seu serviço. No NT Deus visa abençoar todos os povos. A vinda de Jesus Cristo, o Messias e Salvador foi realizada no tempo determinado por Deus, onde a igreja teve seu início, estabelecida sobre o fundamento do testemunho dos apóstolos.

COMO O NOVO TESTAMENTO ESTÁ ORGANIZADO.

O Novo Testamento é constituído por 27 livros divididos em quatro partes:

Biográficos - são os quatro evangelhos, sendo que os três primeiros são chamados sinópticos devido ao paralelismo que se apresentam.

1. Mateus: Foi escrito para atender aos judeus (genealogia).
2. Marcos: Foi escrito para atender aos romanos (Jesus como servo).
3. Lucas: foi escrito para atender aos gregos (Jesus como Filho de Deus ou do Homem).
4. João: Foi escrito para todos os povos (Jesus para o mundo).

Histórico - registra a história da Igreja Primitiva e a atuação do Espírito Santo nos seus primórdios.

1. Atos dos apóstolos: são os Atos do Espírito Santo na igreja emergente como alguém já sugeriu.


Epístolas Paulinas - são cartas dirigidas às igrejas ou aos indivíduos. Atribuídas geralmente a Paulo.

1. Romanos
2. I Coríntios
3. II Coríntios
4. Gálatas
5. Efésios
6. Filipenses
7. Colossenses
8. I Tessalonicenses
9. II Tessalonicenses
10. I Timóteo
11. II Timóteo
12. Tito
13. Filemon

Epístolas Gerais - são cartas universais atribuídas a vários apóstolos sendo que a de Hebreus, o autor é desconhecido.

1. Hebreus
2. Tiago
3. I Pedro
4. II Pedro
5. I João
6. II João
7. III João
8. Judas

Proféticos - também chamado de revelação das coisas dos últimos dias que deverão acontecer. É um livro apocalíptico.

1. Apocalipse

TAMANHO RELATIVO DA BÍBLIA.

Existem 1.189 capítulos na Bíblia: 929 no Antigo Testamento, 260 no Novo testamento. O capítulo mais longo é o salmo 119. O mais curto é o salmo 117 que também é o capítulo central da Bíblia. O verso mais longo é o de Ester 8:9. O mais breve é o de João 11:35. Visto que os capítulos não têm tamanhos iguais, são os números de páginas que mostram o volume relativo dos livros e não os capítulos.
Como encontrar as passagens bíblicas, era relativamente difícil, foi feita divisões em capítulos e versículos para facilitar a localização dos textos almejados. Foi o inglês Estévão Langton, arcebispo de Cantuária que fez a divisão em capítulos e foi realizada no ano de 1214. E a divisão dos capítulos em versículos foi feita no ano de 1551, pelo tipógrafo Roberto Stefano.


A ORIGEM DA BÍBLIA.

A Bíblia foi escrita por 36 autores em 16 séculos e em vários estilos literários e por homens santos inspirados por Deus. (2 Pe 1:21) A inspiração é a influência especial do Espírito Santo ao guiar alguns dos seus servos do passado para dizerem ou escreverem aquilo que Ele quis comunicar aos seres humanos. (2Tm 3.16; 1Pe 1:10-11; 2 Pe 1:19-21).


TODAS AS BÍBLIAS SÃO IGUAIS?

No Concílio de Trento em 1546, alguns livros foram acrescentados aos 66 já existentes. Por eles não terem os seus ensinos em harmonia com os livros reconhecidos como inspirados e por não constarem do original, não foram aceitos como canônicos, ou seja, não foram incluídos nos livros sagrados. São os chamados livros apócrifos. (Veja Ap. 22:18-19). Se analisarmos as Bíblias católica romana e protestante e fazendo um paralelo entre elas, notaremos que consta 7 livros a mais na Bíblia católica. Os apócrifos (secretos, espúrios ou misteriosos) que possuem um valor histórico de uma época, mas não canônico, ou seja, de uma revelação divina. São eles:

1. Tobias: Conta a história de Tobias, que era filho de um pai cego.
2. Judite: Narra a história dos judeus que foram livres do poder de Holofernes, general da Pérsia, por conta da audácia de uma mulher chamada Judite. Surgiu por volta do II século aC.
3. Sabedoria: Apresentação por meio de provérbios, ou seja, ditados, a sabedoria verdadeira e reta da gentílica ou iníqua e idólatra. Apareceu entre 50 a 10 aC.
4. Eclesiástico: É atribuída a este livro a Sabedoria de Jesus, filho de Siraque, idêntico ao livro de Provérbios. Apareceu em torno de 180 aC.
5. Baruque: Este, está dividido em três partes: confissão e arrependimento; exortativo e promessa de livramento. Apareceu no II século aC.
6. I e II Macabeus: Estes livros narram a revolução dos Macabeus pelo império romano em 167 aC.
7. Encontramos inclusão também aos livros de Daniel e Ester.





A BÍBLIA COMO REGRA DE FÉ

Breve Catecismo, pergunta e resposta 2: Que regra nos deu Deus para nos dirigir?
Resposta: A Palavra de Deus que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamento é a única regra para nos dirigir na maneira de glorificar e gozá-Lo para sempre.


A BÍBLIA REVELA DEUS

É através da Bíblia que conhecemos a Deus. Ele se revela por meio das Escrituras. À medida que mergulhamos no rio da sua Palavra mais O conhecemos. Há duas maneiras pelo qual Deus se mostra ao homem:
1- Através da natureza, diz Davi no salmo 19:1 “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. É inegável que a natureza manifesta Deus, pois qualquer homem levado à reflexão chega a conclusão de que alguém inteligente fez tudo isto.
2- Através da sua Palavra, João 5:39 “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna e são elas mesmas que testificam de mim”. Deus nos deu a sua Palavra antes de tudo para que O conhecêssemos e nisto Ele tem prazer. É um contra-senso o mísero ser humano se relacionando com O Todo Poderoso e O conhecendo, mas é verdade. Vejamos Jeremias 24:7 “Dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o Senhor; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração”. É exatamente por meio do conhecimento das Escrituras que alcançamos coração novo e O conhecemos. Em Mateus 22:29 Jesus diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. Não há como conhecermos a Deus sem conhecer a sua Palavra.


CRISTO É O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA

Jesus é o centro da Bíblia. Tudo o que nela está escrito aponta para o Filho de Deus que veio ao mundo em forma de homem. Sua vinda é preparada no Antigo Testamento (antiga aliança); a realização acontece no Novo Testamento (nova aliança). Numa visão panorâmica os 66 livros podem ser vistos da seguinte forma:
1. Expectativa da vinda: O mundo é preparado para a vinda de Cristo através do Antigo Testamento.
2. A vinda do Messias: Os Evangelhos mostram Cristo ao mundo como o Salvador e Rei.
3. O desenvolvimento do Evangelho: A propagação de Cristo ao mundo é feita por meio da Igreja, registros esses que estão em Atos dos apóstolos.
4. A fundamentação do Evangelho: Os ensinos de Cristo são dados como base da Igreja nas Epístolas.
5. Conclusão do plano de Deus: O Apocalipse trata das núpcias de Cristo e a Igreja e o fim de todas as coisas.


PORQUE DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA?

1. A Palavra de Deus é a luz para quem deseja encontrar a verdade: Sl 119.105; Jo 17:17.
2. Ela também é o alimento para a alma humana: Jr 15:16; I Pe 2:1-2.
3. É a forma pela qual Deus fala ao coração do homem: Ef 6:17


ENTENDENDO A BÍBLIA.

A Bíblia está dividida em dois volumes, o Novo e o Velho Testamento. Os volumes contêm vários livros, de vários tamanhos. Os livros são divididos em capítulos (os números maiores). Os capítulos são divididos em versículos que são os números menores.


COMO ENCONTRAR UMA CITAÇÃO BÍBLICA.

As citações bíblicas são os endereços das passagens que desejamos encontrar e seguem sempre a mesma ordem: Título do Livro (abreviado), Capítulo e Versículo. Exemplo: Mt. 5:23. Esta citação lê-se assim: Evangelho de Mateus, capítulo cinco, versículo vinte e três.

1. O ponto ( . ) ou dois pontos ( : ) separa o capítulo do versículo.
Exemplo: Mc. 2:8 = Evangelho de Marcos, capítulo dois, versículo oito.
2. A vírgula ( , ) indica um espaço entre os versículos. Neste caso, lê-se o número que vem antes e depois do ponto.
Exemplo: Tg. 4: 5,9 - Epístola de Tiago, capítulo quatro, versículos cinco e nove.
3. O traço ( - ) indica que devemos ler de um versículo até o outro.
Exemplo: Lc. 5. 10-15 - Evangelho de Lucas, capítulo cinco, versículos de dez a quinze. O traço pode também indicar uma seqüência de capítulos.
Exemplo: Jo 14:18-17, 20 - Evangelho de João, do capítulo quatorze, versículo dezoito, até o capítulo dezessete, e versículo vinte.
4. O ponto e a vírgula ( ; ) separam uma citação de outra, ou um livro de outro livro.
Exemplo: At. 1.5;16:14 - lê-se o versículo cinco do capítulo um e o versículo quatorze do capítulo dezesseis.
Outro exemplo: Jo 1:5; 1Ts 2:23: neste caso, deve-se procurar as duas citações pedidas, uma no Evangelho de João e a outra na primeira carta aos Tessalonicense.
5. Um esse “S” indica a leitura do versículo que vem em seguida ao citado.
Exemplo: Rm 7:5s - Cartas aos Romanos, capítulo sete, versículo cinco e seguinte, seis. Ou seja: Rm. 7:5s é igual a Rm. 7: 5-6.
6. Dois esses “SS” indicam a leitura dos versículos seguintes ao citado.
Exemplo: I Co 2:12ss = Primeira carta aos Coríntios, capítulo dois, versículos doze e seguintes, até onde estiver relacionado.
7. (a, b e c) é possível encontrar uma dessas letras depois da citação do versículo. Exemplo: Gl. 3:1a, lê-se a primeira parte do versículo um. E consecutivamente a letra b corresponde a segunda parte do versículo e a c a terceira. Um versículo pode está dividido em até três frases, desta forma é possível encontrar a frase desejada.
8. Quando o livro tem um só capítulo, omite-se a indicação do capítulo, e cita-se só o versículo.
Exemplo: Jd 4 - Carta de Judas, versículo quatro.
9. Quando o livro tem mais de um capítulo, o número que vem logo após a indicação do livro é a do capítulo.
Exemplo: Mt. 5 – Neste caso deve ser lido todo o capítulo cinco do Evangelho de Mateus.




Ide.


Certa feita os Apóstolos estavam reunidos não crendo que Jesus já havia ressuscitado e quando eles nem imaginavam, Jesus Cristo se manifestou VIVO no meio deles, e disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” MARCOS 16:15. Esta é a tarefa primordial da igreja, pregar a palavra de Deus.
E Jesus disse: pregai a toda criatura, isto é, falar o Evangelho pessoa por pessoa, e só poderemos cumprir essa missão se formos de cidade em cidade, de bairro em bairro, de rua em rua, de casa em casa, e essa palavra não foi um pedido, é uma ordem de Jesus, e é por isso que aonde quer que você vá, encontra o povo de Deus pregando o Evangelho, e nós estamos cumprindo a ordem do nosso Senhor.
O Apóstolo Paulo disse em II Timóteo 4:2, “ Prega a palavra a tempo e fora de tempo”, mas o evangelho completo é acompanhado de Milagres, Curas Divina e Salvação. Nos versículos 17 e 18 de Marcos 16, Jesus falou: “ Os sinais seguirão aos que crêem, e imporão as mãos sobre os enfermos e eles serão curados.” É isso que os Crentes em Jesus fazem: Pregam o Evangelho, impõe as mãos sobre os enfermos, oram em nome de Jesus e os milagres acontecem, e nós temos grande alegria em fazer este trabalho.
Meu amigo, talvez você não consiga entender e fique se perguntando, porque esses crentes vivem orando, cantando e pregando e mais, talvez ache até um incomodo, mas é porque você ainda não abriu o seu coração para deixar o Espírito Santo de Deus te tocar, só assim você amigo, verá como é maravilhoso viver só para Jesus.

Geografia bíblica

Uma introdução à Geografia do Mundo Bíblico


 O que é Geografia?

A Geografia (do grego geo=terra; grafia= descrição, tratado, estudo) é a Ciência que estuda a Terra na sua forma. Ou seja, estuda os acidentes físicos; o clima; as populações, as divisões políticas etc. Neste sentido, a Geografia subdivide-se em diversas outras disciplinas: a Geografia Humana, a Geografia Econômica, a Geografia Física, a Geografia Política e a Geografia Histórica, dentre outras.
A Geografia Humana preocupa-se em estudar os agrupamentos humanos em suas relações com a Terra: como repartem o espaço; como se adaptam às condições naturais, como se organizam para explorar os recursos provenientes da natureza etc.
A Geografia Econômica está atenta ao estudo dos recursos econômicos - de origem vegetal, animal e mineral - presentes nas diversas regiões da terra e suas formas de exploração.
A Geografia Física estuda os traços físicos das diversas regiões da terra, o que inclui o estudo do relevo, do clima, da vegetação, da fauna e da flora.
A Geografia Política estuda a influência da geografia na política, a relação entre o poder de um país e sua geografia física e humana, bem como o estudo do reparto político da terra.
A Geografia História procura reconstruir os aspectos humanos, econômicos, físicos e políticos de uma dada região do passado. É neste campo que se insere a Geografia do Mundo Bíblico ou Bíblica, que se dedica a estudar as diversas regiões que serviram de palco para os acontecimentos narrados nos livros da Bíblia.A Geografia do Mundo Bíblico
Segundo Netta Kemp de Money: "A Geografia Bíblica ocupa-se do estudo sistemático do cenário da revelação divina e da influência que teve o meio ambiente na vida de seus habitantes".
A Geografia Bíblica, portanto, é uma disciplina muito importante, pois auxilia a todos que querem conhecer melhor a História Sagrada e o texto bíblico através de esclarecimentos quanto aos grupos humanos, as características físicas, os recursos econômicos e as transformações políticas das diversas regiões citadas na Bíblia. Além disso, ela nos permite localizar e situar os relatos bíblicos no espaço em que estes ocorreram, auxiliando-nos na reconstrução dos eventos.
Assim, por exemplo, conhecendo a Geografia Bíblica, podemos compreender melhor os séculos de conquista de Canaã pelos israelitas, já que seremos capazes de identificar as características culturais e localização dos diversos povos que habitavam as diferentes regiões da Palestina no momento da chegada dos hebreus; apontar os variados acidentes físicos que dificultavam os deslocamentos; localizar, no mapa, os locais de batalhas etc. O

                                      Mundo Bíblico:

A região que denominamos Mundo Bíblico situa-se, hoje, nas regiões conhecidas como Oriente Médio e mediterrânicas (Ver mapa do Mundo Bíblico). Podemos apontar como áreas limites do Mundo Bíblico a Península Ibérica, à ocidente, e o atual Iraque, à oriente. Os países que são encontrados hoje nestas regiões são a Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, os diversos países balcânicos, Turquia, Egito, Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Iraque, Irã, Arábia Saudita e vários emirados árabes (use o mapa Mundo para localizar estas regiões e, ao mesmo tempo, verificar a distância entre estes países e o Brasil).

Principais áreas do Mundo Bíblico:

Mesopotâmia (Meso= entre; potamos=rio)
- região marcada pela presença de dois grandes rios que fertilizavam a região, tornando-a propícia para a agricultura: Tigre e Eufrates.


Nesta área, no decorrer da História, surgiram grandes e poderosos impérios: o Sumério , o Acádio, o Babilônico e o Persa.


Península Arábica.


- extensa península formada por poucas áreas férteis e muitos desertos. Ali se desenvolveu um importante reino, o de Sabá

Egito





- Situa-se no Nordeste do continente Africano. Como a mesopotâmia, tem sua fertilidade garantida pela presença do rio Nilo, que atravessa toda a região. Nesta região se organizou um grande Império, o Egípcio.


Canaã

- região estratégica por seu caráter de passagem entre as diversas regiões do Mundo Bíblico. Reunia a Síria e a Palestina. Nesta área se estabeleceram diversos povos, como os filisteus, os fenícios, e os próprios hebreus.
Europa
- Cenário de importantes Impérios, como o Macedônico





               também conhecido como Império de Alexandre





                                  que reuniu a Grécia




a Macedônia




 e o Oriente Médio  


e o Romano



que a partir da cidade de Roma, situada na atual Itália 
 unificou as regiões mediterrânicas da Europa Ocidental
e Oriental,  o Norte da África


                                   e o Oriente Médio.



Possui uma grande diversidade geográfica e cultural. A Europa faz-se presente na Bíblia, de forma efetiva, nos livros do Novo Testamento.
Traços físicos e elementos de paisagem:Como podemos concluir pelo apresentado acima, era extensa a área que denominamos de Mundo Bíblico e, por isso, são muitas e variadas as características climáticas, a hidrografia, o relevo, a economia, a fauna e flora destas áreas. A seguir, utilizando o texto bíblico, vamos listar algumas destas características. Leia o texto bíblico e destaque que traços físicos ou elementos de paisagem são mencionados e, se possível, a que região ou localidade se refere:
Êxodo 25:10
Deuteronômio 32:13-14
Jó 39: 1, 5, 9, 13, 18, 20, 26, 27
Juízes 6:11
Mateus 21:18-19
Números 11: 5
Números 31:21
Ezequiel 22:18-20
Josué 3:16
Atos 27:27
II Crônicas. 3:1
Mateus 3:1Conclusão:
O ser humano, no decorrer do tempo, para alimentar-se, vestir-se, divertir-se, enriquecer e dominar outros, está, constantemente, em contato com a natureza e com outros povos, transformando-os e interagindo com eles. Assim ocorreu com o povo de Israel e seus vizinhos e com os primeiros cristãos. Na sua vida diária, estes indivíduos agiram em e sobre um dado espaço, e esta relação constante com a geografia, no seu sentido lato, foi um elemento importante no desenrolar da história Sagrada.

Felizes são os mansos.


           "Felizes os mansos porque herdarão a terra" Mateus 5:5

O que significa ser manso? Ser manso é ter uma atitude humilde diante de circunstâncias difíceis da vida, é não explodir em situação que se exige calma para resolver os problemas.
Segundo Mateus 5:5, uma pessoa mansa vai ter como recompensa herdar a Nova Terra, ou seja, a mansidão é uma qualidade de carácter imprescindível para todo aquele que desejar morar na Nova Terra que Deus vai restaurar por ocasião da volta de Cristo.
Porém, a nossa sociedade não valoriza a mansidão, pelo contrário a nossa cultura equipara mansidão a fraqueza, e considera que um indivíduo forte " é aquele que não leva desaforo para casa".
Deus, todavia, considera que o indivíduo forte é aquele que busca em Deus (e não em si mesmo) o auto-controle para não pagar o mal com o mal.
Mas como podemos ter a mansidão e, ao mesmo tempo, não sermos capacho para as pessoas pisarem?

"Manso e Humilde de Coração"

Como podemos desenvolver a mansidão e sermos pessoas mais calmas e brandas? O segredo está em Mateus 11:29 "Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde, e vocês encontrarão descanso." (Palavras de Jesus)
Cristo afirma que é manso e humilde de coração e convida a cada um de nós a aprendermos com Ele a sermos mansos e humildes. Para Jesus a mansidão não é um mero conceito mas tem que fazer parte da nossa prática. Cristo ainda afirma que quando aprendemos a sermos mansos com Ele, o resultado será encontrarmos descanso para a nossa vida; e não é isto que todos queremos!?
Mansidão e humildade permitem que nós observemos a vida de uma maneira diferente, pois mansidão e humildade permitem que vejamos a solução do problema em vez de reclamar e ficar irado. É de salientar que para termos essa mansidão, precisamos aprender por meio de Jesus a renunciar ao "Eu", pois quando o "Eu" está em primeiro lugar não conseguimos ser humildes, pois tudo vai girar em torno daquilo que queremos e quando algo não sair do jeito que estamos a espera, acabaremos por ficar irados. Para possuir a mansidão é preciso conhecer a Cristo, renunciar ao "Eu" e permitir que Cristo habite no seu coração.
"Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu. " Romanos 12:3

O texto de Romanos adverte-nos que não devemos colocar o "Eu" em primeiro lugar, "não se achem melhores do que realmente são". Na verdade, temos que pensar positivamente em relação a nós próprios, mas Cristo deve estar em primeiro lugar da nossa vida. Só quando Cristo estiver em Primeiro Lugar na nossa vida é que poderemos desenvolver a humildade, porque em vez de olharmos para dentro de nós, olharemos para fora, olharemos para Cristo. Ao aprendermos na Escola de Cristo, seremos pessoas mais felizes e desfrutaremos da verdadeira paz.


Modelos de Mansidão
Dos vários modelos de mansidão expostos na Bíblia, José do Egipto tem um significado especial na minha vida pois este personagem bíblico passou por muitas provações difíceis sem nunca vacilar a sua fé em Deus.
Ainda bem jovem, José foi traído pelos seus irmãos mais velhos que o venderam como escravo. Além da traição dos seus irmãos, José foi separado do seu pai, da sua casa e enviado para o Egipto na condição de escravo (um objecto). Apesar de José ser confrontado com uma provação dura e traumatizante, José não ficou abatido ou revoltado contra Deus, pelo contrário, esforçou-se para desempenhar bem o trabalho a que era sujeito enquanto escravo. Não tardou muito para que José fosse convidado a ser o responsável pela administração da casa e dos bens de Potifar (o "dono" de José). Quando a sua vida estava a melhorar, José é surpreendido por uma proposta ilícita proveniente da esposa de Potifar pelo que o jovem responde "Nesta casa eu mando tanto quanto ele (Potifar). Aqui eu posso ter o que quiser, menos a senhora, pois é mulher dele. Sendo assim, como poderia eu fazer uma coisa tão imoral e pecar contra Deus?" (Gênesis 39:9)
José foi fiel aos princípios de Deus e a Potifar, mas acabou por ser preso injustamente vítima de uma mentira da esposa de Potifar.
Agora na prisão, José tinha todos os motivos para se revoltar, para deixar de ser humilde a Deus, porque foi a sua observância aos princípios de Deus (rejeitar o adultério) a causa de se encontrar na cela de uma prisão. Será que Deus é justo? Claro que sim! Só que Deus além de ser justo também tem a capacidade de ver o fim desde o princípio, por isso Deus permitiu que José passasse por tantas dificuldades, pois as dificuldades são meios que pelos quais Deus também utiliza para moldar o nosso carácter, os problemas são meios para nos tornar pessoas mais fortes na fé e confiantes em Deus. De facto, Deus tinha uma missão muito especial para José, mas Deus sabia que José precisava de passar por um processo de preparação até estar apto para servi-lo.
Se lermos o resto da história de José (Gênesis 39 e adiante) verificamos que José passa de um preso a Governador do Egipto, um pouco difícil não?José poderia ter uma pequena esperança de vir a ser um empregado de limpeza na casa de Faraó, mas daí a ser um governador do Egipto, só mesmo nos sonhos. Mas, nunca podemos nos esquecer que para Deus nada é impossível pois a Deus pertence todo o poder. E foi o que aconteceu na vida de José, Deus actuou na vida de José e este passou de um preso a um Governador do Egipto, o segundo homem mais importante do Egipto.
O que mais me impressiona na vida de José é a sua humildade e confiança em Deus ,quer nas situações boas, quer nas situações menos boas da sua vida. Mas a história de José não termina por aqui, José ainda é confrontado com um pedido de ajuda dos seus irmãos mais velhos, sim daqueles irmãos que venderam José quando este não passava de um jovenzinho desconhecido. Como Governador do Egipto, José poderia matar ou prender os seus irmãos como vingança do de todo o sofrimento que o fizeram passar. Porém, José entendeu que Deus transformou o seu sofrimento em bênção para outras vidas "Não fiquem tristes nem aborrecidos com vocês mesmos por terem me vendido a fim de ser trazido para cá. Foi para salvar vidas que Deus me enviou na frente de vocês" (Génesis. 45: 5).

 
 


Fariseus

                                              Os Pecados dos Fariseus.

As palavras fortes de Jesus "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas" ecoam através de todo Mateus 23 (versículos 13,14,15,23,25,27,29). Os evangelhos estão cheios de controvérsias entre Jesus e os fariseus (Mateus 9:11,34; 12:2,14,24,38; 15:1,12; 16:6-12; Lucas 11:37-44; 12:1 e muitos outros textos). Quem eram estes fariseus e por que Jesus se opunha tanto a eles? Os fariseus eram um grupo religioso que se originou dois séculos antes de Cristo. Eles eram líderes de um movimento para trazer o povo de volta a uma submissão estrita à palavra de Deus e eram considerados geralmente como os servos mais espirituais e devotos de Deus. A oposição vigorosa de Jesus contra eles deixava muitos perplexos. A maioria das pessoas daquele tempo pensava que se alguém fosse fiel ao Senhor, certamente seriam os fariseus. O Senhor decididamente inverteu os valores do mundo (Lucas 16:15). Se Jesus fosse retornar hoje, a quem ele se oporia? Seriam aqueles a quem respeitamos bastante? Ele nos atacaria como criticava os fariseus? Precisamos pesar as razões por que Jesus os repreendia e então olhar cuidadosamente para nossas próprias vidas (Mateus 5:20; 16:6,12).

Seguiam a tradição
Os fariseus seguiam não somente a lei escrita de Deus, mas também as tradições orais que lhes tinham sido passadas. Eles acreditavam que ambas eram a vontade de Deus. Jesus não seguiu as tradições deles; da¡, eles atacaram-no (Mateus 15:1-14; Marcos 7:1-13). Ele respondeu às críticas deles distinguindo claramente entre a lei de Deus e os mandamentos dos homens. Jesus guardou todas as leis de Deus, mas sempre ignorou as regras do homem. Ele lhes mostrou que, guardando a tradição, os fariseus na realidade quebravam a palavra de Deus (Mateus 15:3-6). Muitas igrejas modernas imitam os fariseus. Elas se agarram a suas tradições acima da palavra de Deus. Muitas delas têm credos ou catecismos junto com a Bíblia aos quais eles dão sua fidelidade. Outros colocam os ensinamentos do pastor, pregador ou papa no mesmo nível com as Escrituras. Jesus advertiu: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mateus 15:9).

A idéia dos fariseus era colocar uma cerca em volta da lei de Deus. Desde que a lei de Deus proibia o trabalho no sábado, por exemplo, eles proibiam as mulheres de olharem num espelho no sábado. O raciocínio deles: se uma mulher olhasse num espelho poderia ver um cabelo branco e ser tentada a arrancá-lo, e arrancar poderia ser trabalho. Eles Estamos procurando impressionar os homens ou servir a Deus humildemente?estavam procurando fazer uma cerca mais restritiva que a palavra de Deus. O motivo deles era louvável; eles queriam estar certos de que ninguém jamais quebrasse a lei de Deus. Eles pensavam que não rompendo-se a cerca, não se chegaria nem perto de quebrar a lei. Havia apenas um problema com a abordagem deles: se Deus quisesse uma cerca em volta de sua lei, ele mesmo teria construído uma. Ele não o fez; portanto, nós também não dever¡amos fazê-lo (Mateus 23:4; Lucas 11:46). As igrejas de hoje também acrescentam regras que vão além dos mandamentos da Bíblia. Regras extremas quanto ao vestuário e regulamentos minuciosos sobre cada pormenor da vida são certamente herdeiros legítimos da herança farisaica.

A solução para tudo isso é bem simples: examine a origem do ensinamento. Se é de Deus (isto é, está na Bíblia), então deve ser seguido. Se não, não deve, porque "toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada" (Mateus 15:13).

Buscavam ser honrados
Jesus condenou os fariseus pelo interesse deles em impressionar os outros (observem Mateus 23:5-12; Marcos 12:38-40; Lucas 16:15; 20:46-47). Eles tinham aperfeiçoado diversas técnicas de chamar atenção, como usar roupas especiais para fazê-los parecer mais religiosos, orar e jejuar de modos muito visíveis (Mateus 6:1-18), e disputar pelas posições mais elevadas tanto na sinagoga como no mercado. Eles insistiam em que os outros lhes dessem títulos especiais de respeito, quando os saudassem, porque queriam ser notados e admirados.

Satanás ainda consegue colocar orgulho humano nos corações de muitos "cristãos". Quantos líderes religiosos de nossos dias imitam estes fariseus em quase todas as minúcias, usando roupagem especial para distingui-los como "clérigos", usando títulos especiais, e adorando com grande pompa e cerimônia? A religião nos nossos dias tem sido reduzida a uma questão de espectadores aplaudindo os atos deslumbrantes daqueles que estão no palco. O holofote têm sido apontado para o pastor eloqüente, cheio de si, de maneira que poderia causar inveja até a um fariseu. Estamos procurando impressionar os homens ou servir a Deus humildemente?

Amavam o dinheiro
Os fariseus eram cobiçosos (Lucas 16:14). Jesus os acusou de roubalheira (Mateus 23:25) e de devorar as casas das viúvas (Marcos 12:40; Lucas 20:47). É difícil saber exatamente como eles "devoravam" as casas das viúvas; talvez persuadindo-as a fazer grandes doações. Certamente, pessoas de má fé no meio religioso hoje em dia têm explorado os pobres e velhos forçando-os a fazerem doações além de suas condições. Alguns até ridicularizam as doações pequenas (chocante, à vista de Lucas 21:1-4; Marcos 12:41-44) e garantem bênçãos financeiras do Senhor em troca de enormes ofertas. Claramente, assim como seus mentores antigos, eles cobrem sua exploração com um verniz de fervor religioso (observe as longas orações de Marcos 12:40; Lucas 20:47). Não é de admirar que Jesus advertisse: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno Os hipócritas religiosos de nossos dias cumprem seus deveres religiosos externos perfeitamente, mas permitem que pecados como orgulho, inveja e ódio floresçam por dentro.duas vezes mais do que vós" (Mateus 23:15).

Viviam hipocritamente
Os fariseus eram falsos, pretendendo ser algo que não eram. Eles limpavam minuciosamente o exterior (a parte que as pessoas podiam ver), mas negligenciavam a justiça interior (Mateus 23:23-33). Eles invertiam o que era racional. Uma vez que o pecado começa no coração, a operação de limpeza tem que começar aí também. Jesus comparou a maneira farisaica com alguém que limpasse cuidadosamente o exterior de uma taça ou prato, mas deixasse comida apodrecendo por dentro sem se importar com isso. Conquanto não se queira beber numa taça que esteja suja por fora, a primeira preocupação é com a limpeza interior. Os hipócritas religiosos de nossos dias cumprem seus deveres religiosos externos perfeitamente, mas permitem que pecados como orgulho, inveja e ódio floresçam por dentro.

Os fariseus demonstravam hipocrisia de um segundo modo. Eles desequilibravam-se, dando o dízimo de cada pequena erva enquanto ignoravam totalmente os princípios mais importantes da vida espiritual. Jesus comparou-os com alguém que se certificasse de ter coado cada mosquito de sua bebida; após, porém, engolisse um camelo inteiro! Ele não estava criticando a insistência farisaica por um dízimo rigoroso, mas dizendo que a ênfase precisava ser posta na fidelidade, no amor e na justiça. Infelizmente, os escrúpulos dos fariseus em atender às minúcias deixavam que eles se sentissem justificados por negligenciar princípios elementares da lei. Do mesmo modo, muitas igrejas de nossos dias ressaltam pontos relativamente menores à custa da negligência completa dos assuntos de maior peso. Quando elas têm maior interesse pelo exato comprimento do cabelo de uma mulher ou pelo uso de gravata pelo homem e interessa-lhes menos a honestidade, a pureza moral e o amor a Deus, estão seguindo perfeitamente no caminho trilhado pelos fariseus.

Eram cegos
Jesus expôs a cegueira de sua geração (Mateus 13:13-15). Apesar de examinarem as Escrituras diligentemente, os fariseus deixavam de ver o que elas estavam indicando (João 5:39-40). Sua pesquisa exaustiva e horas incansáveis de estudo não produziam para eles discernimento da verdadeira mensagem da Bíblia.

O que causava a cegueira deles? Eram preconceituosos, permitindo que seus desejos velassem o que as Escrituras ensinavam. Seu orgulho impedia-os de se humilharem o suficiente para permitirem que o Senhor abrisse seus olhos (João 7:45-52; 9:24-34). Eles deturpavam as palavras que Jesus dizia e negavam seus milagres (Mateus 12:22-24). Eles recorriam a desonestidade absoluta (Mateus 28:11-15). A questão penetrante é: somos cegos também? Ler a Bíblia não nos imuniza. Somente um coração terno e um amor pelo Senhor nos capacitarão a entender as Escrituras que lemos.

Rejeitavam o Propósito de Deus

"Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; mas os fariseus e os intérpretes da lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele" (Lucas 7:29-30). Os fariseus rejeitaram a Deus, recusando-se a serem batizados por João. Hoje, quando as pessoas argumentam contra ou tentam mudar o padrão bíblico do batismo, elas imitam os fariseus e negam o propósito de Deus.

Talvez não nos surpreenderíamos ao saber que os homens ainda agem como fariseus. Os homens não mudam muito. Deus não muda nunca. Ele se opõe aos modernos fariseus da mesma maneira que se opunha aos antigos. "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas..."