Cristianismo

O cristianismo é uma das chamadas grandes religiões. Tem aproximadamente 1,9 bilhão de seguidores em todo o mundo, incluindo católicos, ortodoxos e protestantes. Cristianismo  vem da palavra Cristo, que significa messias, pessoa consagrada, ungida. Do hebraico mashiah (o salvador) foi traduzida para o grego como khristos e para o latim como christus.
A doutrina do cristianismo baseia-se na crença de que todo o ser humano é eterno, a exemplo de Cristo, que ressuscitou após sua morte. A fé cristã ensina que a vida presente é uma caminhada e que a morte é uma passagem para uma vida eterna e feliz para todos os que seguirem os ensinamentos de Cristo.
Os ensinamentos estão contidos exclusivamente na Bíblia, dividida entre o Antigo e o Novo Testamento.
O Antigo Testamento trata da lei judaica, ou Torah. Começa com relatos da criação e é todo permeado pela promessa de que Deus, revelado a Abraão, a Moisés e aos profetas enviaria à Terra seu próprio filho como Messias, o salvador.
O Novo Testamento contém os ensinamentos de Cristo, escritos por seus seguidores. Os principais são os quatro evangelhos ("mensagem", "boa nova"), escritas pelos apóstolos Mateus, Marcos, Lucas e João. Também inclui os Atos dos Apóstolos (cartas e ensinamentos que foram passados de boca em boca no início da era cristã, com destaque para as cartas de Paulo) e o Apocalipse.
O nascimento do cristianismo se confunde com a história do império romano e com a história do povo judeu. Na sua origem, o cristianismo foi apontado como uma seita surgida do judaísmo e terrivelmente perseguida.
Quando Jesus Cristo nasceu, por volta do ano 4 AC, na pequena cidade de Belém, próxima a Jerusalém, os romanos dominavam a Palestina. Os judeus viviam sob a administração de governadores romanos e, por isso, aspiravam pela chegado do Messias (criam que seria um grande homem de guerra e que governaria politicamente), apontado na Torá (VT)como o enviado que os libertaria da dominação romana.
Até os 30 anos Jesus viveu anônimo em Nazaré, cidade situada no norte do atual Israel. Aos 33 anos seria crucificado em Jerusalém e ressuscitaria três dias depois. Em pouco tempo, aproximadamente três anos, reuniu seguidores (os 12 apóstolos) e percorreu a região pregando sua doutrina e fazendo milagres, como ressuscitar pessoas mortas e curar cegos, logo tornou-se conhecido de todos e grandes multidões o seguiam.
Mas, para as autoridades religiosas judaicas ele era um blasfemo, pois autodenominava-se o Messias. Não tinha aparência e poder para ser o o líder que libertaria a região da dominação romana. Ele apenas pregava paz, amor ao próximo. Para os romanos, era um agitador popular.
Após ser preso e morto, a tendência era de que seus seguidores se dispersassem e seus ensinamentos fossem esquecidos. Ocorreu o contrário. É justamente nesse fato que se assenta a fé cristã. Como haviam antecipado os profetas no Antigo Testamento, Cristo ressuscitou, apareceu a seus apóstolos (Apóstolo quer dizer enviado.) que estavam escondidos e ordenou que se espalhassem pelo mundo pregando sua mensagem de amor, paz, restauração e salvação.
O cristianismo firmou-se como uma religião de origem divina. Seu fundador era o próprio filho de Deus, enviado como salvador e construtor da história junto com o homem. Ser cristão, portanto, seria engajar-se na obra redentora de Cristo, tendo como base a fé em seus ensinamentos.
Rapidamente, a doutrina cristã se espalhou pela região do Mediterrâneo e chegou ao coração do império romano.
A difusão do cristianismo pela Grécia e Ásia Menor foi obra especialmente do apóstolo Paulo, que não era um dos 12 e teria sido chamado para a missão pelo próprio Jesus. As comunidades cristãs se multiplicaram. Surgiram rivalidades. Em Roma, muitos cristãos foram transformados em mártires, comidos por leões em espetáculos no Coliseu, como alvos da ira de imperadores atacados por corrupção e devassidão.
Em 313, o imperador Constantino se converteu ao cristianismo e concedeu liberdade de culto, o que facilitou a expansão da doutrina por todo o império. Antes de Constantino, as reuniões ocorriam em subterrâneos, as famosas catacumbas que até hoje podem ser visitadas em Roma.
O cristianismo, mesmo firmando-se como de origem divina, é, como qualquer religião, praticado por seres humanos com liberdade de pensamento e diferentes formas de pensar.
Desvios de percurso e situações históricas determinaram os rachas que dividiram o cristianismo em várias confissões (as principais são as dos católicos, protestantes e ortodoxos).
O primeiro grande racha veio em 1054, quando o patriarca de Constantinopla, Miguel Keroularios, rompeu com o papa, separando do cristianismo controlado por Roma as igrejas orientais, ditas ortodoxas. Bizâncio e depois Constantinopla (a Istambul de hoje, na Turquia), seria até 1453 a capital do império romano do Oriente, ou Império Bizantino.
O império romano do Ocidente já havia caído muito tempo antes, em 476, marcando o início da Idade Média. E foi justamente na chamada Idade Média, ainda hoje um dos períodos mais obscuros da história, que o cristianismo enfrentou seus maiores desafios, produzindo acertos e erros.
Essa caminhada culminou com o segundo grande racha, a partir de 1517. O teólogo alemão Martinho Lutero, membro da ordem religiosa dos Agostinianos, revoltou-se contra a prática da venda de indulgências e passou a defender a tese de que o homem somente se salva pela fé.
Lutero é excomungado e funda a Igreja Luterana. Não reconhece a autoridade papal, nega o culto aos santos e acaba com a confissão obrigatória e o celibato dos padres e religiosos. Mas mantém os sacramentos do batismo e da eucaristia.
Mais tarde, a chamada Reforma Protestante deu origem a outras inúmeras igrejas cristãs, cada uma com diferentes interpretações de passagens bíblicas ou de ensinamentos de Cristo.Outras levantadas pelo próprio Espírito Santo, dão continuidade aos propósito do Senhor Deus.
 

Conheça o Alfabeto hebraico.


A, B, C, D, E , F, G .... aprender a ler e a escrever para você foi fácil, não? E para a humanidade, como foi? Saiba como foi a aventura do desenvolvimento da escrita, conheça os diferentes alfabetos e sistemas existentes.

 
Você se lembra da primeira coisa que disse hoje ao acordar? Se não lembra, tudo bem. A maioria de nós não se recorda também. E da aula de ontem no colégio, você lembra de cor? Se não lembra, pode consultar o seu caderno, não é? Ainda bem que existe a escrita, hein?!
Para nos facilitar a memória, e para nos comunicar com pessoas que estão afastadas no espaço ou no tempo, deixamos registros. Quando mandamos uma carta, nos comunicamos com alguém que está afastado no espaço. Mas também deixamos um registro que pode ser  lido pelas futuras gerações, então, nos comunicamos com aqueles que estão afastados no tempo.
Conhecendo o passado
A escrita é, portanto, uma invenção decisiva para a história da humanidade. Ela é a representação do pensamento e da linguagem humana por meio de símbolos. Um meio durável e privilegiado de comunicação entre as pessoas. Por meio de registros escritos há milhares de anos, ficamos sabendo como era a vida e a organização social de povos que viveram muito antes de nós. A invenção não surgiu por acaso, mas como consequência das mudanças profundas nas sociedades durante o período do surgimento das primeiras cidades.
Pelo menos quatro sistemas de escrita foram inventados de forma independente em épocas diferentes, por quatro povos distintos, na Mesopotâmia, Egito, China e América Central.
Os mais antigos testemunhos escritos encontrados são provenientes da região da Mesopotâmia (atual Iraque), feitos 3.300 anos antes de Cristo. Os sumérios, que habitavam a Mesopotâmia (povos que viveram antes dos assírios e babilônios na mesma região), desenvolveram a escrita cuneiforme. O termo vem de cunha, que era uma pequena ferramenta de entalhe, a "caneta" da quele tempo, que gravava símbolos em plaquinhas de cerâmica. Com ela, não era preciso ser um grande desenhista para compor todos os caracteres.  

Não muito longe dali, e pouco depois, os egípcios criaram os hieróglifos, a escrita das pirâmides. Nos seus primeiros tempos, a escrita no Egito era reservada a uma classe de especialistas, os escribas. Eles ocupavam uma posição de destaque, passavam por um processo de formação e eram o elo entre o faraó, outros funcionários do governo, os sacerdotes e o povo. Até a Idade Média, quando foi criada a imprensa, em 1450, as pessoas comuns ainda não aprendiam a ler e escrever. A ideia de que todas as crianças devem aprender a ler e escrever só foi difundida no século XIX.
A palavra hieróglifo vem do grego hieros, “sagrado” e glyphein, “gravar, escrever” e quer dizer escrita sagrada. Na verdade, existem diferentes estilos. O mais desenhado, tal como vemos nas pirâmides, é chamado de estilo hieroglífico. Em papiros e outros documentos vemos o estilo hierático, mais cursivo, ou seja,  mais fácil de traçar. Existe ainda um estilo mais popular, o demótico. Por muito tempo, a escrita antiga permaneceu misteriosa. Os hieróglifos só foram  decifrados no século XIX, pelo estudioso francês Jean-François Champollion, a partir de uma pedra que continha inscrições em hieróglifos e sua tradução para grego.
Na América Central, povos como os maias e os astecas tinham seus próprios sistemas de escrita quando os europeus conquistaram a região, e grande parte dos seus documentos escritos foi destruída. Sabe-se que a escrita nahuatl, por exemplo, surgiu por volta do século XIII, mas ela ainda não foi totalmente decifrada pelos estudiosos.
A China também foi berço de um sistema original, criado há mais de 3 mil anos. Eles foram os responsáveis pela invenção do papel. Antes disso, muitos outros suportes foram usados para a escrita. Os livros já foram feitos de placas de barro, madeira, metal, osso e até bambu. Escrituras em tecidos, couro, cascas de árvore e em papiro, uma espécie de papel mais fibroso, eram enroladas ou dobradas. O pergaminho era obtido a partir do couro curtido, formando rolos e podia ser lavado ou lixado para apagar uma mensagem e escrever outra por cima.
 Da imagem ao som
Até hoje, há diferentes tipos de escrita, porque suas origens são diferentes. A escrita evoluiu a partir do desenho. Mais ou menos assim: no início, cada figura representava um objeto. Desenhar um peixe para querer dizer peixe, ou a representação de um pé significando andar, ir, ou viagem é o que chamamos pictografia. O significado deriva diretamente da figura que o representa, por isso dizemos que é um sistema figurativo.

Se pedíssemos para você expressar a ideia da água em um símbolo, como você desenharia? Será que todos nós faríamos desenhos iguais? Provavelmente não. Por isso, a criatividade dos muitos inventores da escrita tem consequências até hoje, levando à existência de sistemas diversos. As representações de elementos simples diferem desde os primórdios. Por exemplo, a ideia da água era representada pelos egípcios como uma onda, pelos chineses, por curvinhas que lembravam a correnteza de um rio, e pelos astecas, pela cor azul dentro do desenho de uma vasilha.
A partir da escrita pictográfica, os traços foram sendo simplificados e o desenho já não parecia mais com o objeto que representava. ”


Quando temos um sistema de escrita que possui um símbolo para cada coisa, como os chineses fazem até hoje, chamamos de sistema ideográfico. Na escrita pictográfica e nos ideogramas que evoluíram a partir dela, a menor unidade da escrita é a palavra.

O sistema ideográfico parece complexo para nós porque é necessário conhecer um número grande de símbolos (mais de mil!) para conseguir ler um texto de jornal, por exemplo. Com o alfabeto é diferente, conseguimos ler qualquer palavra desde que conheçamos umas duas ou três dezenas de símbolos.

O alfabeto
Isso porque o alfabeto é uma invenção que parte de uma outra ideia: representar não a coisa em si, mas o som. O alfabeto é uma tentativa de desenhar o som da língua. Ele é resultado da decomposição do som das palavras em sílabas ou em fonemas - o som das letras. Cada letra representa um fonema ou mais de um (o C, por exemplo, pode ter som de k – como em casa - ou de s como na palavra cidade, por exemplo).

O nosso alfabeto é o latino e descende do grego. O grego, por sua vez, foi derivado do fenício, que trouxe uma grande inovação. Com apenas 22 letras, o alfabeto fenício era muito mais simples do que as escritas cuneiforme e hieroglífica. O alfabeto fenício era consonantal, pois só registrava as consoantes, e não as vogais, que só seriam inventadas mais tarde pelos gregos. Os fenícios habitavam uma parte do que hoje á Síria e o litoral do Líbano, e o alfabeto que eles desenvolveram surgiu da necessidade de controlar e facilitar o comércio.

Os alfabetos hebraico e o árabe até hoje não usam vogais, por isso são chamados consonantais. É como se eles escrevessem txt para dizer texto. E por falar em texto, é só pelo sentido dele (ou por outros sinais especiais, que são incluídos nas letras), que é possível, nestes alfabetos, diferenciar o que o autor ao escrever fc, por exemplo, quis dizer foca, faca ou fica. O alfabeto latino é fonético e vocálico, enquanto que o brahmi, sistema indiano que deu origem a muitos outros na Ásia, é silábico. .

A escrita nos faz reviver as diferentes civilizações, informando-nos sobre o cotidiano, história, ciência, literatura, religião...Enfim, ela nos deixa o legado de um patrimônio cultural das civilizações já desaparecidas. E por elas, compreendemos como a escrita atual foi desenvolvida.

Evolução permanente
Na verdade, a escrita, assim como as línguas, está em permanente processo de evolução. Ela reflete e acompanha a maneira como as sociedades vivem, seus hábitos, tecnologia e peculiaridades. Por isso, textos de apenas cem anos atrás, muitas vezes, já possuem palavras que caíram em desuso.

 
Outro exemplo da evolução da forma de escrever é que hoje, já não damos tanta importância a ter uma letra bonita no caderno, porque o acesso a computadores torna mais fácil a produção da escrita em letra de forma, digitada. E vemos, nos e-mails e nas trocas de mensagens escritas simultâneas pela Internet – os chats –, uma variação da linguagem, produzida pela pressa em digitar. Por exemplo, quando escrevemos vc e tb, no lugar das palavras você e também. O uso de símbolos gráficos – os emoticons, como  ; > )  (um rostinho sorrindo e piscando um olho) –  tenta imitar as expressões faciais que acompanham a linguagem oral. Tudo isso mostra como a escrita é um processo vivo e ativo, inventado e reinventado pela humanidade todos os dias.
 


Venha para o lado certo!


Havia um rapaz que estava em cima de um muro.De um lado, estava os anjos do mal e o inimigo de Deus.
Do outro lado estava Jesus e seus anjos.
O lado onde estava Jesus, não parava de chamar o rapaz, para que fosse para o seu lado.
Já o lado do inimigo, todos estavam mudos, calados.

O rapaz olhava para um lado, Jesus estava o chamando junto com seus anjos. Olhava para o outro lado e o inimigo com seus anjos estavam totalmente quietos.
Ele não entendeu a situação e perguntou para Satanás:
- Porque do lado de Jesus, estão todos me chamando, e do seu lado estão todos quietos?

E o inimigo respondeu:
- Você está em cima de um muro, e o muro já é meu!
Querido jovem, não existe meio termo. Ou estamos do lado de Jesus, ou do Diabo.
Fica com você a escolha, mas lembre-se, se escolher ficar “em cima do muro”, você já tomou sua decisão.

Como tomar posse da benção.



 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo. Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. (Dn. 10:11-12)

Introdução: Iremos aprender hoje no livro do profeta Daniel a tomar posse das bênçãos que Deus nos dá, a palavra do Senhor nos ensinará como proceder para receber de Deus aquilo que desejamos.

1.    Ficar de pé, se levantar;

Em primeiro lugar para que eu possa tomar posse da benção eu tenho que me levantar, tenho que ficar de pé, tenho tomar uma atitude de conquista, prosseguir avante, Jacó pra tomar posse da benção lutou com o anjo, lute pela sua benção, não existe vitória sem luta, não existe conquista sem batalha, então eu aprendo que em primeiro lugar eu tenho que me dispor a receber aquilo que Deus tem pra me dar, tenho que adotar uma postura de conquista.

2.    Ter fé, acreditar;

Em segundo lugar eu aprendo que pra tomar posse da benção eu tenho que ter fé, a bíblia diz no livro de Hebreus que a fé é a certeza das coisas que se esperam, a fé é a prova das coisas que se não vêem, Jesus disse que se nós tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, que é uma das menores sementes que existe, nós teremos capacidade de remover montanhas, não importa se a sua fé e pequena, Deus trabalha em cima do que você tem, os discípulos só tinha cinco pães e dois peixinhos pra alimentar a multidão, foi o suficiente pra Deus multiplicar e saciar a fome do povo, Deus é o maior multiplicador de talentos que existe, a tua fé ainda que pequena é capaz de atrair o olhar misericordioso de Deus pra te dar aquilo que você almeja, a palavra também diz que sem fé é impossível agradar a Deus, você tem que crer, a bíblia diz que eu tudo posso naquele que me fortalece, por isso a fé é indispensável para receber a benção.

3.    Aplicar o coração Compreender Deus;

Em terceiro lugar eu aprendo que pra tomar posse da benção, eu tenho que aplicar o meu coração a compreender Deus, isso significa dizer que o meu pensamento tem que estar voltado pra Deus, o coração para os judeus representava a sede dos sentimentos, dos pensamentos e das emoções, então um coração voltado a compreender é um coração aberto a se encher de Deus através do conhecimento da palavra, as sagradas escrituras tem essa finalidade, a bíblia diz lá em II Timóteo 3:16-17 que a palavra é proveitosa para ensinar, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra, então nos temos que buscar essa compreensão de Deus, através da sua palavra, lendo a bíblia, diariamente, para que possamos crescer na graça e no conhecimento para termos um alicercei sólido para conquistar a benção.

4.    Humilhar-se;

Em quarto lugar, vamos aprender que temos que nos humilhar perante Deus, a bíblia diz em Tiago 4:10 que se nós nos humilharmos debaixo da potente mão do Senhor ele nos exaltará, Davi se humilhando perante Deus no livro de Salmos, pergunta: Quem é o homem para que Deus se lembre dele, o homem é pó, é cinza, e o resto do barro que sobrou, a bíblia diz que Deus criou céus e terra, e todos os animais e plantas, e sobrou um pouco de barro, nos sabemos que o resto de toda obra, de toda construção, é chamado e entulho, e o entulho é jogado fora quando a obra termina, mas Deus não fez assim, Deus olhou para aquele barro e resolveu fazer daquele material sem valor algo especial, Deus criou tudo pelo poder da sua palavra, Deus disse haja luz e ouve luz, mas quando foi pra fazer o homem, Deus colocou suas mãos na massa literalmente, Ele nos moldou, nos formou, e soprou o fôlego de vida em nós, fazendo do barro insignificante e desprezível, o alvo do seu amor, aquele resto de barro, aquele entulho que tinha sobrado, sem valor, sem importância, era eu e você, e Deus fez do barro sua imagem e semelhança, Deus na criação já nos exaltou, nos elevou da condição de entulho, de barro para dominar o mundo, sendo seu representante na terra, e o interessante e que ninguém briga por barro, as nações fazem guerra por petróleo, por terras, foi só Jesus que brigou por mim e por você, morrendo em nosso lugar para nos valorizar mais uma vez, dando salvação, exaltando aquilo que não tinha valor. Então essa nossa humilhação, na verdade é um agradecimento pelo que Deus já fez por nós, significa colocar Deus em primeiro lugar, significa reconhecer que nós não éramos nada sem Deus, agora nos temos valor, porque fomos comprados pelo sangue de Cristo, sangue precioso de valor incalculável, essa humilhação é um sinal de submissão voluntária e reverente, porque Deus nos amou e nos exaltou primeiro.

5.    Orar (São ouvidas as tuas palavras);

Em quinto é ultimo lugar pra encerrar, eu aprendo que tenho que orar, o anjo diz que foi por causa das palavras de Daniel, ou seja das suas orações que ele veio, a bíblia diz que nós temos que orar sem cessar, e a oração feita com fé, quando estamos em comunhão com Deus tem um grande poder, a bíblia diz que a oração de um justo pode muito em seus efeitos. Então eu aprendo que pra conquistar a benção eu tenho que orar até receber, e depois, orar de novo agradecendo.

Conclusão: Então irmãos, nos aprendemos hoje que, pra tomar posse da benção, nos temos que agir, temos que ter fé, temos que encher o nosso coração do conhecimento de Deus, temos que nos humilhar na presença do Senhor e orar bastante pra obter a vitória e conquistar a benção.

Entendendo o bom livro








Entendendo o bom livro

Vou começar sugerindo três afirmações com as quais acredito que a maioria das pessoas que acreditam que a Bíblia é a palavra de Deus concordarão, pelo menos até certo ponto.
E Deus nos deu um livro que podemos entender (Efésios 3:4; 5:17). Se não podemos, então por que ele nos mandou entendê-lo? Por que ele nos diria que podemos entendê-lo se não podemos?
 Temos que ter entendimento deste livro para sermos agradáveis a Deus (Mateus 24:39). Jesus ilustrou o destino daqueles que falham em entender hoje usando aqueles que falharam em entender na época de Noé.

 Muitos não entendem. Jesus descreveu isso como estar no caminho largo (Mateus 7:13-14). Se as pessoas podem entender a Bíblia, mas não entendem, então a culpa é delas.
Aceitando o desafio para conhecer melhor a palavra de Deus.
Devemos desejar conhecer a Bíblia. Por que isso é uma coisa boa para conhecer?
Primeiro, a pessoa deve conhecer a vontade de Deus para poder aplicá-la na sua vida. Isso é verdade bem no começo da nossa jornada na fé (Romanos 10:13-17; 1 Pedro 2:1-3). Isso também é verdade durante a vida de um discípulo (João 8:31-32). Talvez não conhecemos (nem podemos conhecer) todos os caminhos e a mente de Deus, mas podemos conhecer sua vontade para nossas vidas e regozijarmos (Romanos 11:33-36; 1 João 3:18-19).
Também, nossa salvação depende do nosso conhecimento das Escrituras. Isso sempre foi verdade (Oséias 4:6). Mesmo aqueles que tem zelo para Deus ainda precisam de conhecimento (Romanos 10:1-3; Atos 17:30-31).

Além disso, nós podemos fazer mais para Jesus se conhecermos a Bíblia melhor. Ele fez tanto por nós (2 Coríntios 8:9). A falta de conhecimento irá prejudicar nosso relacionamento com o Senhor assim como nossa capacidade de trabalhar com ele e chegar às sua metas. Por causa da ignorância, alguns que procuravam servir a Deus acabaram pecando contra ele! (2 Coríntios 2:8-11; 1 Timóteo 1:13).
Então, nós precisamos determinar nos nossos corações que iremos procurar conhecer melhor o caminho de Deus. Isso requer comprometimento. Como o salmista disse: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará” (Salmos 37:5). Tal dedicação será recompensada nesta vida e na próxima (2 Timóteo 2:12-13).
Dedicar um tempo
Passar tempo com a palavra de Deus é necessário para conhecê-la e crescer nela. Lembre-se de Efésios 3:4 – “pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo....” Qual freqüência é o suficiente para passar tempo com a palavra? Não sei se posso dar uma resposta definitiva, mas eu sei disso: discípulos, nobres na mente e nas metas, prontos para conhecerem o caminho de Deus no primeiro século responderiam a pergunta falando: “Nós achamos que é bom passar tempo com as Escrituras todos os dias” (cf. Atos 17:11). Também sei que Deus apreciou seus esforços, e os recompensou de acordo. Ele nos recompensará também.
Não deixe sua armadura espiritual ter fendas (Efésios 6:13,15). Use um tempo para conhecer e fazer como a perfeita lei da liberdade nos aconselha (Tiago 1:21-23).
“Eu não tenho tempo” não será satisfatório. Nunca foi. Isso foi uma coisa que Marta precisava aprender, e Jesus deixou este ponto bem claro. Não se distraia tanto a ponto de falhar em dedicar o tempo necessário ao seu crescimento na palavra e acabar perdendo a alma! (Lucas 10:38-42).
A necessidade de ver
Podemos nos permitir a ficarmos cegos à verdade. Às vezes, o problema não a falta de estudo, mas a  atitude. Jesus disse: “Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis.
Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados” (Mateus 13:13-15; veja João 5:39-40). Essas pessoas foram dedicadas às Escrituras, mas não ao Messias do qual falavam. Foram cegadas pelos seus próprios preconceitos e opiniões (João 8:43).
Líderes religiosos, teólogos e estudiosos não são a resposta. Não há como substituir a investigação pessoal por uma alma cheia de vontade de conhecer a vontade de Deus e agradá-lo. A quantidade de tempo dedicada ao estudo da palavra não importa se o coração não estiver certo (Mateus 15:14; João 16:2).
Há conseqüências tristes em permitir a nós mesmos que sejamos cegados (2 Coríntios 4:3-4). Também temos que lembrar que as pessoas não precisam permanecer na escuridão. Após explicar porque alguns continuariam “cegos” devido às suas próprias atitudes péssimas, Jesus disse aos que procuravam honestamente, “Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (Mateus 13:16).
O Novo Testamento diz: “De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8:12). Viver na escuridão é continuar perdido. Chegar à luz é receber a vida eterna (João 3:19-21).
Entender a palavra de Deus é possível para aqueles que desejam fazer isso e que estão dispostos a se esforçarem e a deixarem de lado as desculpas. Essa é a única maneira de conseguir chegar à glória do trono de Deus na eternidade, partindo de onde você está agora. É muito fácil ficarmos tão cativados pelo mundo que negligenciamos esse aspecto muito importante das nossas vidas.
As Escrituras de Deus nos falam de Jesus como nosso Salvador, do seu sacrifício pelos nossos pecados, do seu amor por nós e do seu retorno para levar seu povo para casa. Também nos contam o que é necessário para alcançarmos a vitória. Nós somos capazes de entender “o Bom Livro” e de ver que ele realmente é bom, como é boa a recompensa que Deus tem para aqueles que si dedicarem a aprender e viver pelas suas palavras.

Endereço bíblico.




As citações bíblicas são os endereços das passagens que desejamos encontrar e seguem sempre a mesma ordem: Título do Livro (abreviado), Capítulo e Versículo. Exemplo: Mt. 5:23. Esta citação lê-se assim: Evangelho de Mateus, capítulo cinco, versículo vinte e três.

1. O ponto( . ) ou dois pontos ( : ) separa o capítulo do versículo.
Exemplo: Mc. 2:8 = Evangelho de Marcos, capítulo dois, versículo oito.

2. A vírgula ( , ) indica um espaço entre os versículos. Neste caso, lê-se o número que vem antes e depois do ponto.
Exemplo: Tg. 4: 5,9 - Epístola de Tiago, capítulo quatro, versículos cinco e nove.

3. O traço ( - ) indica que devemos ler de um versículo até o outro.
Exemplo: Lc. 5. 10-15 - Evangelho de Lucas, capítulo cinco, versículos de dez a quinze. O traço pode também indicar uma seqüência de capítulos.
Exemplo: Jo 14:18-17, 20 - Evangelho de João, do capítulo quatorze, versículo dezoito, até o capítulo dezessete, e versículo vinte.

4. O ponto e a vírgula ( ; ) separam uma citação de outra, ou um livro de outro livro.
Exemplo: At. 1.5;16:14 - lê-se o versículo cinco do capítulo um e o versículo quatorze do capítulo dezesseis.
Outro exemplo: Jo 1:5; 1Ts 2:23: neste caso, deve-se procurar as duas citações pedidas, uma no Evangelho de João e a outra na primeira carta aos Tessalonicense.

5. Um esse “S” indica a leitura do versículo que vem em seguida ao citado.
Exemplo: Rm 7:5s - Cartas aos Romanos, capítulo sete, versículo cinco e seguinte, seis. Ou seja: Rm. 7:5s é igual a Rm. 7: 5-6.

6. Dois esses “SS” indicam a leitura dos versículos seguintes ao citado.
Exemplo: I Co 2:12ss = Primeira carta aos Coríntios, capítulo dois, versículos doze e seguintes, até onde estiver relacionado.

7. (a, b e c) é possível encontrar uma dessas letras depois da citação do versículo. Exemplo: Gl. 3:1a, lê-se a primeira parte do versículo um. E consecutivamente a letra b corresponde a segunda parte do versículo e a c a terceira. Um versículo pode está dividido em até três frases, desta forma é possível encontrar a frase desejada.

8. Quando o livro tem um só capítulo, omite-se a indicação do capítulo, e cita-se só o versículo.
Exemplo: Jd 4 - Carta de Judas, versículo quatro.

9. Quando o livro tem mais de um capítulo, o número que vem logo após a indicação do livro é a do capítulo.
Exemplo: Mt. 5 – Neste caso deve ser lido todo o capítulo cinco do Evangelho de Mateus.

 


PRINCÍPIOS DE LEITURA BÍBLICA
1. Tirar uma ou mais mensagens do texto para sua vida.

É importante ter sempre em mente que o alvo de sua leitura é você mesmo, a mensagem deve ser direcionada ao seu coração, a sua vida, aos seus erros e jamais aos outros. Não devemos ler a Bíblia pensando em ter base para acusar os outros, mas para absorvermos as verdades bíblicas para nossa vida.

2. Reconhecer características da pessoa de Deus revelado na Bíblia.

A Bíblia não dá um conceito de Deus, mas mostra características que juntas, revelam quem é Deus e é nisto que você deve está centrado, em buscar conhecê-Lo.

3. Pecados a confessar.

Desenvolver uma sensibilidade ao arrependimento. Sem uma disposição a arrepender-se dos pecados cometidos, não haverá acesso ao Reino de Deus, e a uma nova vida. A Palavra de Deus serve como espelho à nossa consciência, ela nos mostrará a verdadeira forma de agir e se por ventura tenhamos pecado contra os princípios das Escrituras ela nos denuncia, de forma que ao cristão será altamente desconfortável a permanência em tal prática pecaminosa.

4. Pecados a evitar.

A meditação gera vigilância. O contato contínuo com a Palavra de Deus permite-nos está atento a qualquer influência à prática de pecados. O cristão que ler assiduamente as Escrituras é tomado de um temor ao Senhor, que o desejo do seu coração é de sempre agradar a Deus. E esta atitude não é medo, é respeito e zelo pelo seu Senhor.

5. Atitudes para mudar.

Na leitura meditativa da Bíblia é importante que estejamos dispostos a mudar. Pois sempre estaremos aprendendo e nossa vida necessita de aperfeiçoamento em várias áreas: fé, ministérios, relacionamentos, entre outras coisas. Como diz o apóstolo Paulo em Filipenses 3:12 “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus”. É importante termos continuamente o desejo de mudarmos e aperfeiçoarmos a nossa vida pela Palavra.

6. Promessa para crer.

A Palavra de Deus está repleta de promessas e com certeza muitas delas são para você, sendo assim é preciso conhecê-las e numa atitude de fé apossar-se delas. No entanto, é pela leitura da Palavra que você verá realizadas em sua vida. “A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus”. ( Rm 10:17)

7. Motivos para agradecer.

Através da leitura bíblica é necessário que percebamos também motivos que nos levem a ser gratos a Deus e aos homens. É pelo estudo da Palavra de Deus que vemos os grandes feitos do Senhor pela nossa vida e o quanto, somos importante para Ele e com quanta consideração nos tem tratado. Ter um espírito de gratidão é uma virtude.

8. Exemplo a seguir.

A Bíblia tem instruções fundamentais para a vida do homem que crer e deseja andar nos caminhos de Deus. Mas também tem modelos a serem seguidos, tanto de um ponto de vista positivo como também negativo. Seguir o padrão de um homem de Deus que obedeceu e teve a aprovação Dele, bem como de um homem de Deus que desobedeceu e obteve do Senhor a desaprovação. Deus é muito sincero e transparente, e aprendemos com os acertos e com os erros dos seus servos. Os erros em nossas vidas é mais uma oportunidade de começarmos tudo de novo com mais inteligência e sabedoria.

9. Orações a fazer.

A Bíblia também nos ensina a orar. Há muitas orações de homens que serviam a Deus, que nos serve de exemplo, pois em diversas circunstâncias fizeram orações trazendo a ação do Deus todo poderoso, ou mesmo na simplicidade de uma conversa com Deus mudaram o rumo da história.
Orações de clamor, de intercessão, de ousadia, de arrependimento e perdão, de agradecimentos, de louvor e adoração, enfim olhe para esses varões e orem como eles.

10. Retirar o princípio ensinado.

Muitas vezes o princípio ensinado, o qual você deve absorver não se encontra num versículo ou numa breve passagem, mas em seu conjunto, sendo necessário observar todo o contexto para extraí-lo. Mas não se preocupe demasiadamente com isto, simplesmente leia e se coloque na dependência do Senhor.

11. Perceber a harmonia dos ensinos.

As verdades de Deus podem ser vistas em toda a Bíblia de forma harmoniosa. Um princípio ensinado por Jesus é adotado em toda a Bíblia como uma verdade testificada por Deus

COMO LER A BÍBLIA DE FORMA EDIFICANTE


1. Comece pelo Novo Testamento.

Geralmente as pessoas começam a ler a Bíblia sem nenhuma orientação, porém com muita boa vontade iniciam pelas primeiras folhas, isto é, o livro de Gênesis. A princípio é muito interessante, pois nestas primeiras passagens podemos tomar conhecimento a respeito da criação do mundo, a criação do homem, o dilúvio, a torre de Babel entre outros episódios, mas logo chega a genealogia, lista, enumeração ou diagrama com os nomes dos antepassados de um indivíduo e a indicação dos casamentos e das sucessivas gerações que o ligam a um ou mais ancestrais. E é por aí que muitos param, pois acham a leitura chata e enfadonha. Muitos fazem uma leitura salteada das passagens, vendo sempre pedaços e nunca o todo da Palavra de Deus.
Oriento que a leitura para quem está começando deve ser iniciada pelo Novo Testamento, principalmente pelos evangelhos. É imprescindível que iniciem lendo os quatros primeiros livros (Mateus, Marcos, Lucas e João) pois eles relatam a vida, os ensinamentos de Jesus, base da vida cristã. Estes livros são biografias de três homens que andaram com Ele e um que investigou apuradamente a seu respeito.

2. Leia os evangelhos duas vezes.

È muito importante que você tenha um conhecimento da vida e dos ensinos de Jesus que sirvam de alicerce em sua vida. Por isso leia os evangelhos no mínimo duas vezes antes de continuar a leitura de todo o Novo Testamento.

3. Separe um tempo diariamente para esta leitura

Precisamos ser alimentados espiritualmente, assim como alimentamos o nosso corpo muitas vezes ao dia. Deus nos dá 24 horas por dia e é inadmissível que não possamos separar uma hora ou mais para dedicarmos a um conhecimento e relacionamento maior com Deus através da sua Palavra. Até porque só quem sai ganhando somos nós mesmos. Na verdade é um investimento, aplicarmos o tempo à leitura da Palavra e colhermos vida em Jesus.

4. Tenha antes um período de oração.

É também importante que você não faça uma leitura mecânica deste livro, isto é, ler por desencargo de consciência, ler por ler sem colher nada desta leitura, afinal você não está lendo um livro qualquer, você está lendo o livro que revela a vontade de Deus para sua vida. Por isso não o faça apressadamente. Tenha antes um tempo com Deus em oração onde você converse com Ele a respeito de sua vida e do que tem descoberto a respeito Dele e peça para que Ele esteja falando ao seu coração através das Sagradas Escrituras. Peça que o Espírito Santo revele para o seu coração aquilo que Ele quer mostrar e ensinar-lhe.

5. Tire lições meditando o que você leu.

O mais importante desta leitura é que você tire lições para sua vida, ou seja, que apreenda o que está sendo lido, de tal forma que deseje colocar isto em prática em sua vida diária, pois o próprio Senhor nos disse em Mateus 7:24 “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha”
Crie o hábito de meditar na Palavra de Deus. O que é meditar? É pensar, refletir, digerir, ver a importância daquela palavra para sua vida diante daquilo que você está vivendo.

6. Tenha sempre um caderno de anotação.

É importante que você anote o que lhe parecer mais interessante, principalmente as lições que tirou para sua vida. O homem tem memória fraca e esquece com facilidade as coisas que aprende, por isso anote para que em outros momentos você possa recorrer as suas anotações quando quiser relembrar e também porque memorizamos melhor quando escrevemos o que estamos aprendendo.
Você pode também marcar com caneta na própria Bíblia o que lhe chamou a atenção. Sublinhe os versículos e passagem que foram importantes para você. Quanto à Bíblia, não se preocupe, uma Bíblia bem marcada é sinal que ela está sendo bem estudada, e isto é o mais admirável.


7. Tenha sempre um dicionário ao seu lado.

A maioria dos brasileiros têm pouco ou nenhum hábito da leitura, por isso algumas palavras são desconhecidas de seu vocabulário. Acontece que ao se deparar com uma dessas palavras, que não lhe traga sentido, significado, o leitor pode deixar de entender algo de muita importância para si. Por isso é preciso ter sempre um dicionário como auxílio, pois ao consultá-lo, aquele versículo ou mesmo toda a passagem terá esclarecimento para você.

8. Faça uma leitura sistemática.

Não leia passagens isoladas, mas sequencialmente siga os capítulos até terminar os livros, iniciando assim o próximo. Se você ler 3 capítulos por dia e 5 aos domingos você conseguirá ler toda a Bíblia em um ano. Comece pelo Novo Testamento, depois inicie a leitura do Velho.

Calendário Gregoriano e juliano.






O Calendário
Não é freqüente nos perguntarmos o que vem a ser ``calendário''. Mais comum são perguntas ``como foi determinado o primeiro dia do ano''?, ou ``como se calcula a data do carnaval''?, ou ainda ``como se definiu os dias dos meses''? Mas, para mim, a pergunta ``o que é e como apareceu o calendário''? precede a essas todas pois é respondendo a ela que poderemos, talvez, respondê-las todas e perceber o quanto um calendário é importante em nossas vidas e a tudo aquilo que nos precedeu.
Os manuais nos dizem que calendário é um sistema de ordenamento do tempo com propósitos de organização da vida civil, observância das obrigações religiosas e marcação de eventos científicos. De origem astronômica o calendário possui unidades de dias, meses e anos, além das semanas, de origem arbitrária. Anos se agrupam em décadas e séculos, e séculos se agrupam em milênios. Os calendários todos são de inspiração religiosa. Todos se referem a uma cosmologia. O primeiro dia de um calendário geralmente recai sobre a origem do universo ou o nascimento de um agente divino.
É mais do que normal que o calendário tenha relação íntima com a religião. Sua elaboração, desde sempre, foi uma tarefa religiosa. Os sacerdotes sempre foram os guardiões do tempo. Se existe algo que garante a crença em deuses é a promessa de boas safras no futuro. Acidentes agrícolas garantiam a fome e provavelmente a morte por inanição. O homem, a partir do momento que assume sua condição sedentária, conhece essa lei muito bem. A possibilidade de dialogar e mesmo controlar o desejo dos deuses que governam os elementos da natureza marcou as relações do homem com o cosmos. E a religião foi o meio óbvio para isso.
A origem dos dias é evidente. Descobrir que o sol desaparece em um ponto e reaparece no ponto oposto parece-me o primeiro grande avanço intelectual da humanidade. É interessante verificar como essa percepção se manifestou em nossos ancestrais. Os egípcios, um dos povos mais prósperos da antigüidade, acreditavam que o deus Aton se encarregava de transportar o sol da ``terra dos mortos'' para o ``renascer'', na terra da reencarnação. Com isso era muito fácil deduzir que uma boa bajulada no deus Aton trazia a garantia que o sujeito também seria contemplado com o mesmo feliz destino do sol no renascimento. A orientação era muito fácil. O rio Nilo corre do sul para o norte. Logo, as terras do renascimento se situava na margem direita. Não havia margem para discussão. A situação ficou esquisita quando eles foram conquistar a Pérsia. O rio Tigre corre para o sul. Houve problemas até com a linguagem dos pobres egípcios.
A origem dos meses está nas lunações. A importância das luas nas marés, suas relações com as cheias, ressacas, etc marcam a determinação dos meses. A lua tem importância vital na navegação, seja por mar, seja por terra. Além de determinar as marés, sua luz auxiliava na iluminação noturna o que é determinante na segurança das caravanas em viagem.
Os anos são determinados através da alternância das estações. A complexidade dos calendários se dá porque os períodos dos calendários são incomensuráveis entre si. Afora a hora, 1/24 de um dia e a semana, 7 dias cujas definições são arbitrárias, não há como obter relação inteira entre os mes lunar e o dia, do ano com o mes lunar e com o dia. O mes lunar, também chamado mes sinódico possui 29,530589 dias e o ano trópico possui 365,242199 dias ou 12,368267 lunações na época de 1900. Todos esses números são dados dentro da precisão das medidas o que indica que em se aumentando as casas decimais, mais termos aparecerão.
Além das dificuldades inerentes na determinação do calendário, na antigüidade o que se via era a vontade de poderosos que se fazia valer ou a ocorrência de eventos astronômicos, como no calendário Maia, que definia a marcação dos dias e referências.

Calendário Egípcio

Esse calendário foi o primeiro a ser determinado por regras fixas. Consistia de 12 meses de 30 dias seguidos por 5 dias adicionais ao final do ano. Não havia correção para o ano trópico. Como conseqüência, o ano egípcio retrocedia em um ciclo de 1460 anos com respeito ao ano trópico. Esse período era conhecido como ``ciclo sótico''. Havia três estações determinadas pelo fluxo do Nilo: Cheias; Semeio e Colheita. A relação entre as estações definidas pelo Nilo e as estações naturais era feita pelo nascer heliacal da estrela Sirius, conhecida dos egípcios pelo nome de Sothis. A primeira aparição da estrela no céu da manhã, depois da sua conjunção com o sol determinava o início da contagem das estação das Cheias. Hoje a conjunção de Sirius com o sol se dá em 2 de julho e a primeira aparição subseqüente no céu da cidade do Cairo é em 10 de dezembro. A origem deste calendário foi lunar. Ele regulava os festivais em função das fases da lua. Aparentemente ``ajustes'' foram feitos, a posteriori, para conformar tal calendário a uma relação fixa com o calendário civil.
O calendário egípcio foi reconhecido pelos astrônomos gregos e tornou-se o calendário de referência da astronomia por muito tempo. Copérnico usou-o para construir suas tábuas da lua e planetas.
Ptolomeu Euergetes tentou, em 238 aC introduzir o sexto dia para cada quatro anos, sugerindo algo como o ano bissexto moderno. No entanto sua proposta não teve eco. Seus argumentos foram considerados apenas sob o império romano na mão de Augusto (26-23 aC) que introduziu tal modificação no calendário. Assim, no sentido de corrigir deslocamentos já mensurados, o ano egípcio correspondente a 23-22 aC em 29 de agosto do chamado calendário juliano, foi introduzido um dia a mais. O ano egípcio correspondendo 23-22 aC possui o mes correspondente a agosto com 30 dias. A partir de então, este mesmo mes voltou a possuir 29 dias salvo nos anos bissextos, quando tinha um dia a mais. Esse novo calendário passou a se chamar Alexandrino.
Esta reforma não foi aceita integralmente e os dois calendários permaneceram paralelos até pelo menos 238 dC. Os astrônomos e astrólogos mantiveram a notação antiga. Ptolomeu usava-o, salvo no tratado de fenômenos anuais em que o novo calendário tinha mais conveniência.
Os persas adotaram o antigo calendário egípcio em 500 aC. Não é bem certo se foi adotado exatamente ou com modificações. Os armênios ainda o adotam. Os três últimos meses do calendário armênio correspondem exatamente aos três primeiros do antigo calendário egípcio. Em seguida vêm os cinco dias finais, característicos deste. O calendário alexandrino é ainda usado na Etiópia, na igreja Cóptica e para fins de agricultura no moderno Egito e vizinhos do norte da África.

O Calendário Babilônico, Grego e Romano

O calendário na Babilônia era constituido de 12 meses lunares. O primeiro dia do mes era declarado quando aparecia a primeira lua no crepúsculo após a lua nova (que para eles era ``sem lua''). Para ajustar este sistema ao período definido pelas estações, um mes adicional era, casualmente, introduzido. O ano iniciava na primavera com o mes ``Nisannu''.
Os gregos, que adotaram o calendário babilônico fizeram uma modificação importante no ano de 432 aC através do matemático ateniense Meton. Este introduziu um critério de correção do ano lunar, através de 7 intercalações num período de 19 anos, conhecido por ciclo metônico. O astrônomo Callippus de Cizicus, em 330 aC, modificou este período, com uma correção a cada 4 desses ciclos, perfazendo um período de 76 anos, conhecido como período calípco, fazendo o ano médio, neste ciclo, valer 365,25 dias, muito mais próximo ao ano trópico verdadeiro. Os babilônios adotaram essas correções 50 anos depois.
Apesar das modificações tornarem a contagem dos anos lunares ajustados ao ano trópico, o calendário greco-babilônico não foi adotado em todas as regiões, visto que os países eram constituido por cidades-estados independentes. O resultado é que a datação de eventos na contagem do tempo juliano, por exemplo, é bastante difícil.
A exemplo dos gregos, os romanos também adotaram o calendário babilônico. É dito que o Rômulo, o fundador de Roma, proclamou o calendário baseado no grego nos anos de 700 aC. Contudo, contava-se apenas 10 meses, perfazendo 304 dias no ano: Martius, Aprilis, Maius, Junius, Quintilis, Sextilis, September, October, November e December. Os últimos seis meses se referiam ao número do mes no ano: quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono e décimo. Os 61 dias restantes caiam no inverno. Aparentemente os romanos não faziam muita questão de considerá-los, pelo menos no início.
O Pontífice observava a lua após a lua nova e proclamava o início do mes. Tal ato se denominava CALARE e dizia-se do KALEND como o primeiro dia do mes (o dia da proclamação). Ao mesmo tempo em que marcava o KALEND o Pontífice também marcava o nones (quarto crescente) e o ides (lua cheia). A tradição manteve o termo ides (em português, idos) como o dia 15 do mes. Na peça Júlio César, de Shakespeare, um advinho disse a César: ``Cuidado com os idos de março''. No dia 15 de março, César teria se encontrado com o advinho e comentou: ``Então, os idos de março chegaram'', ao que o advinho respondeu: ``Mas não se foram''.
Segundo a literatura, o biógrafo grego Plutarco, que viveu no final do século I dC, confirma esta passagem como verdadeira. O diálogo teria sido travado entre César e o astrólogo Spurinna. A expressão ``Cuidado com os idos de março'' teria sido dito pelo astrólogo. Impressionado, César resolveu não sair da cama, naquele dia. Diz-se, então, que seu amigo Decimus Albinus Brutus (o filho adotivo de César era Marcus) convenceu-o que um homem de seu porte não podia se submeter a previsões supersticiosas de um astrólogo. No caminho do Senado, que naquele dia se reunia no templo a Vênus, encontrou-se com Spurinna e lançou-lhe a frase com desdém. A verdadeira resposta do astrólogo foi: ``Os idos de março chegaram, mas ainda não passaram''.
César foi assasssinado ao chegar, diante da estátua de Pompeu, no dia 15 de março de 44 aC.
O termo nones para designar a lua em quarto crescente se deve ao fato que, sob certas condições entre a lua nova (``sem lua'' para os romanos) e o quarto crescente decorrem 8 dias. Vide, por exemplo o mes de julho de 1998. No primeiro dia se dá a lua crescente e no dia nove foi a lua cheia. Procurando-se um pouco, verifica-se o mesmo entre as luas nova e quarto crescente.
O termo Março vem de Marte, o deus romano da guerra. Tirando esse termo e os que denotam o número do mes, os nomes dos outros meses são objeto de uma certa polêmica.
Abril: Enquanto existem aqueles que associam o termo a uma corruptela de Aphrodite, aphrilis, outros dizem ter o nome relação com um herói mitologico ou deus chamado Aper ou Aprus.
Maio: Homenagem à deusa Maia, filha de Atlas. Junho: referência à deusa Juno. Contudo há referências a alusões que maio e junho vêm de ``velho'' e ``jovem''.
Julho: Em uma revisão do calendário, em 8 aC, o imperador Augusto ofereceu a mudança de nome do mes ``quintilis'' para julius em homenagem a grande imperador Júlio César, e de quebra, aproveitou e mudou o mes ``sextilis'' para Agosto ou augustus.
O segundo rei de Roma, Numa Pompilius adicionou os dois meses que faltavam no ano. Não há consenso se os meses de janeiro e fevereiro tenham sido adicionado ao final do ano ou se janeiro tenha sido acrescentado no início e fevereiro no fim. Sabe-se que já em 425 aC, janeiro se encontrava no início do ano e o mes de fevereiro foi levado a intercalar entre janeiro e março. Uma corrente defende que, para os romanos o ano iniciava em março e terminava em fevereiro. A reforma do calendário promovida por Júlio César, criando o calendário juliano, acrescentou o ano bissexto. Fevereiro, que possuia, inicialmente, 23 dias, passou, mais tarde a ter 28 dias, ganhou um dia a mais, de quatro em quatro anos.
Janeiro é um nome que deriva da homenagem ao velho deus Janus, associado à origem do universo, regendo o caos. O nome fevereiro parece derivar de februa, chicote de pele de carneiro com o que se procurava ``purificar'' ou ``penitenciar-se''. Nos ``idos'' deste mes, os romanos observavam o festival da Lupercalia, quando mulheres estéries eram chicoteadas na esperança de se tornarem férteis. Tal associação, contudo, dizem os historiadores ser improvável. De qualquer forma o verbo februare, parece se relacionar com penitência.
Antes da reforma juliana, os meses chegaram a possuir, alguns, 22 ou 23 dias. O ano chegava a ter, no máximo 355 dias. Para corrigir para o ano trópico, um mes era acrescentado. Chamava-se Mercedinus, em referência a merces, ou salário, pois se dava na época do pagamento de empregados. Podia também se chamar ``intercalaris'', de onde a palavra moderna deriva.
Após a marcação de ``Ides'', a metade do mes, a contagem se dava regressivamente. O período de ``kalendas'' era, portanto, o mais longo de todos. Cobrindo, logo após a proclamação da lua cheia até logo depois da lua nova.
A duração do mes, as intercalações, etc, eram de atribuição dos Pontífices que a usavam, muitas vezes, para suas conveniências, para alongar ou encurtar o período de um cargo eletivo, sendo objeto de muita corrupção. A reforma juliana veio para colocar um fim a essas ações arbitrárias. Essa reforma, também, fixou as datas, a contagem dos dias e a relação entre os meses, fazendo o calendário se parecer bastante com o que se tem hoje.

O Calendário Juliano

Em meados do século I aC, Júlio César engajou o astrônomo alexandriano Sosigenes para oferecer sugestões para uma grande reforma no calendário. Em 45 aC Júlio César baixou as leis modificando o calendário. Para ajustar o ano trópico de 365,25 dias, adotou-se o sistema de ano bissexto (de 3'66', dois seis seguidos) a cada quatro anos. Augusto teria introduzido mais modificações, mas não se sabe delas por completo. A contagem dos anos, a partir da era cristã, dá-se quando a igreja solicita ao abade romano Dionysius Exiguus que calculasse o ano de nascimento de Jesus. Naquela época, 325 dC contava-se os anos a partir do início do governo do grande imperador Deocliciano, embora já vigorasse a religião cristã como oficial. Exiguus determinou que o ano 248 da era deocliciana correspondia a 332 dC. Sabe-se, hoje, que Exiguus errou o cálculo de 4 anos. Por tradição, contudo, festeja-se o ano cristão como o definido por Exiguus. O sistema cristão inicia a era no ano I. O ano anterior a este é -I ou I aC. Muitos paises adotam a notação I aD, para denotar o ano I, depois de Cristo. ``AD'' representa a abreviação latina de anno dominum, ano de Cristo.
Nos catálogos astronômicos adota-se o chamado ``Dia Juliano'', contagem em que o dia começa ao meio-dia do dia civil anterior. A contagem do dia juliano é contínua. Valores quebrados, indicando momentos do dia, são admitidos. Adota-se o dia juliano ``1'' o primeiro dia ao meio-dia de 4713 aC.

O Calendário Israelita

O moderno calendário judeu foi adotado a partir de 359 dC pelo presidente do Sanhedrin, uma espécie de conselho, Hillel II. É um calendário luni-solar e tem propostas puramente religiosas. É adotado como oficial no Estado de Israel. O ano israelita é constituido de 12 meses salvo o ano ``bissexto'', que possui 13. Um ciclo, aparentemente metônico, rege a adoção do ano bissexto. O número de dias do mes varia de mes a mes e no mesmo mes, de acordo com o ano. Três tipos de ano são possíveis: o ano deficiente, o ano normal e ano completo. A Páscoa é sempre festejada no dia 15 Nisan. Este dia é calculado de tal forma que caia na primeira lua cheia depois do equinócio. Os critérios para escolher o tipo de ano é regido segundo critérios que ajuste o ano lunar ao ano trópico.
A contagem dos anos é de acordo com o mito da Criação, segundo a convenção, em 7 de outubro de 3761 aC.

O Calendário Gregoriano

O calendário vigente na maior parte dos paises do mundo é o calendário gregoriano. Essencialmente é o calendário juliano com alguma mudanças para acertar a adoção da Páscoa, principal festa cristã depois do Natal. Esta data seguia a da tradição judaica que é observada no dia 15 Nisan. Segundo o Concílio de Nicea, em 325 dC, o equinócio vernal foi fixado em 21 de março e a Páscoa seria o primeiro domingo depois da primeira lua cheia após este dia. Essa definição impunha o ciclo metônico à observância da Páscoa.
Esta prática vigorou até 1582 dC, quando o papa Gregório XIII promoveu a última reforma do calendário, introduzindo o calendário gregoriano. O equinócio verdadeiro aparecia cada vez mais cedo no calendário, fazendo a Páscoa avançar cada vez mais para o verão do hemisfério norte. Para corrigir a discrepância, Gregório eliminou 10 dias do mes de outubro de 1582, fazendo o dia 4 de outubro ser sucedido pelo dia 15. Introduziu o ciclo em que fazia de todo ano de centena não ser bissexto a menos daqueles divisíveis por 400. Essa medida ajustou o deslocamento do ano trópico. Finalmente, determinou que a Páscoa deveria cair nunca antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Essa medida tornou o cálculo da Páscoa bem mais complicada e fez aparecer regras que tornaram sua dependência menos astronômica.
Tábuas com base no período metônico foram levantadas. Elas determinam a chamada ``lua eclesiástica''. Esta segue, via de regra, o comportamento da lua real, com algumas modificações. O equinócio vernal é fixado em 21 de março, mesmo que, eventualmente esse não seja o caso. No primeiro domingo após o décimo quarto dia da ``lunação tabelada'', é a Páscoa cristã.
A contar do ano I aC, cada ano é numerado de 1 a 19. Tal número é conhecido desde o fim da Idade Média como ``Número de Ouro''. O número de ouro é definido, portanto como o resto da divisão do ano por 19 somado com 1.
Uma letra - a exemplo das antigas tábuas de calendário romano marcando o dia do ``mercado'' no mes - determina, no calendário gregoriano, o dia da semana que inicia o ano. Com a ajuda de uma tabela com o número de ouro versus a letra dominical determinava-se o dia Páscoa num determinado ano, segundo o calendário juliano. O calendário gregoriano introduziu um número denominado ``Epacta'' que dá a idade da lua diminuida de 1.
Tudo isso tornou o cálculo do calendário gregoriano uma tarefa para iniciados. Felizmente com a ajuda de computadores foi possível estabelecer algorítmos que são capazes de estabelecer o calendário, como o que roda na homepage do Observatório Nacional.

A Reforma Anglicana

À época da reforma gregoriana a Igreja Anglicana já havia sido posta fora da autoridade do Vaticano e por isso não a aceitou imediatamente. Foram necessários mais de dois séculos para que os domínios dos bretões aceitassem o novo calendário, finalmente ele foi adotado em 3 de setembro de 1752, que foi sucessido pela supressão de 10 dias e assim os dois calendários passaram a se equivaler.
A defasagem que vigorou por dois séculos foi palco de um desencontro protagonizado por personagens do romance "O Pêndulo de Foucault" do genial escritor italiano Umberto Eco. Nessa trapalhada a cadeia dos pretensos encontros seculares entre os sucessores da outrora temida e poderosa Ordem dos Templários foi quebrada e provocou toda sorte de desencontros que Eco explora muito bem.
Verdade ou invenção, sabe-se que os remanescentes dos Templários refugiaram-se em vários pontos da Europa, como Eco descreve. Sul da França, Escócia e Portugal foram alguns dos "portos seguros" que os Templários se alojaram. Sob os auspícios do Infante Dom Henrique, esses remanescentes fundaram a Ordem dos Cavaleiros de Cristo em Sagres onde criaram as sementes para a bem sucedida aventura das Grandes Navegações do povo lusitano que marcaram definitivamente a história universal (e do Brasil), desde então.

As Festas Cristãs

Duas datas definem, independentemente, a seqüência de festas cristãs no ano: a Páscoa e o Natal. O Natal, adotado em 25 de dezembro determina o Advento, quarto domingo que antecede o Natal. A Páscoa determina as festas móveis. A tabela abaixo lista as festas de antes e depois da Páscoa:
Dias antes da Páscoa

Dias depois da Páscoa
Septuagésima
63

Preces
35
Quinquagésima
49

Ascenção
39
Cinzas
46

Pentecostes
49
Ramos
7

Santíssima Trindade
56
Ressurreição
2

Corpus Christi
60

O carnaval, festa pagã, parece ter sido adotado antecipando o período da Quaresma, que vai da quarta-feira de Cinzas até a sexta-feira da Paixão (Ressurreição). Muitas parecem terem sido as origens do carnaval. Em Atenas, no século VI aC, parece ter alcançado o período de maior confusão e licenciosidade. Em Roma, eram festas associadas com a Bacanália, Saturnália e Lupercália. Nas Saturnálias, carros alegóricos atravessavam as ruas de Roma recheados de homens e mulheres em trajes mínimos a dançar e gestuar libidinosamente. Na Bacanália era tradição os senhores servirem os escravos em banquetes como também em desejos outros. Em Portugal, desde a Idade Média, eram praticados os ''entrudos'' com cabos de guerra, guerra de farinha e confete pelas ruas.
Conhecido é o carnaval de Veneza que irrompeu de alegria após a vitória da batalha de Lepanto, quando a frota otomana foi derrotada, na segunda metade do século XVI. Todos os anos é organizado o famoso ``Baile de Máscaras'' na terça-feira de carnaval, que entre os europeus é conhecida como ``mardi gras'', ou, terça-feira gorda, véspera de Cinzas.
O sábado de Aleluia e a Malhação de Judas parecem ser de origem portuguesa. A perda da conotação religiosa e a conseqüente relação com a política local e nacional condenaram essas práticas populares.

O Calendário Muçulmano

O calendário muçulmano é integralmente lunar. Os números de dias nos meses são intercalados entre 30 e 29 dias a menos do último, o 12o que pode possuir 29 ou 30 dependendo de uma série que se alterna entre 19 e 11 anos. O cálculo do calendário é feito de tal forma que completa 360 lunações em 10631 dias. A contagem dos anos se dá a partir do ``Hégira'', subida de Maomé aos céus, tida em 16 de julho de 622 dC.
O início do dia é considerado no poente da véspera do calendário civil. Duas datas são marcadas no calendário muçulmano, o Ano Novo, 1o Muharram e o mes sagrado do Ramadan, em geral, iniciando no 237o do ano.

O Calendário Indiano

Originalmente vigoravam cerca de 30 calendários na Índia, em função da região e da religião. Os mulçumanos adotam o calendário mulçumano e o calendário gregoriano é contado para fins oficiais.
A Reforma Nacional do Calendário, formalizado em 1957 da era moderna fez os anos serem contados segundo os mesmos critérios do calendário gregoriano salvo que a contagem dos anos, meses e dias esté defasada. Foi estabelecido que o dia 1 Chaitra de 1879 da era Saka seria a de 22 de março de 1957 dC.
Os critérios dos anos bissextos são os mesmos adotados no calendário gregoriano salvo que deve somar 78 ao ano Saka.
As festas religiosas e datas regulando o comércio são definidas astronomicamente segundo condições lunares e solares.
Abaixo uma tabela contendo as informações sobre o nome, início e duração dos meses do calendário indiano:
Nome
N. dias
Início
Mes
Caitra
30
22
Março
Vaisakha
31
21
Abril
Jyaistha
31
22
Maio
Asadha
31
22
Junho
Sravana
31
23
Julho
Bhadra
31
23
Agosto
Asvina
30
23
Setembro
Kartika
30
23
Outubro
Agrahayana
30
22
Novembro
Pausa
30
22
Dezembro
Magha
30
21
Janeiro
Phalguna
30
20
Fevereiro

O Calendário Chinês

A República Popular da China adotou o calendário gregoriano, introduzido pelos jesuitas em 1582, para fins oficiais após a revolução de 1911. No entanto, para festividades é adotado o antigo calendário chinês que parece ter sido introduzido em 2637 aC pelo Imperador Huangdi. É possível recuperar o traço deste calendário até remotas épocas do século 14 aC.
Ao contrário dos outros calendários, a contagem dos anos do calendário chinês se renova a cada 60 anos. Anteriormente, a contagem dos anos se fixava na vigência do reinado de cada imperador. Tal prática foi abolida em 1911. Uma contagem é feita pela combinação de duas palavras, a primeira advinda de um conjunto de 10 palavras de ``origem celestial'' e outras 12 do ramo terrestre. As palavras de origem celestial não possuem similar em língua ocidental e são: jia, yi, bing, ding, wu, ji, geng, xin, ren, gui. As palavras do ramo terrestre são nomes de animais: zi (rato), chou (boi), yin (tigre), mao (coelho), chen (dragão), si (serpente), wu (cavalo), wei (carneiro), shen (macaco), you (galo), xu (cachorro), hai (porco). As palavras celestes se combinam às do ramo terrestre em seqüência. Ao terminar a seqüência de uma delas, retoma-se do início. Assim em 12/02/2002 inicia-se um novo ano denominado yi-wu, para os ocidentais, simplesmente o ano do cavalo.
O calendário chinês é luni-solar, a exemplo do israelita. Não por coincidência, portanto, os dois se assemelham deveras. Como no israelita, há o período metônico. Os anos ``normais'' podem possuir 353, 354 ou 355 dias, enquanto que os ``bissextos'' podem ter 383, 384 ou 385 dias.
Um roteiro especial na China pode mostrar as maravilhas de mecanismos inventados pelos chineses na esperança de ``automatizar'' o cálculo do calendário.

O Calendário Revolucionário Francês

A França Revolucionária adotou um Calendário Republicano ao mesmo tempo que adotou o sistema métrico de medidas. A ``objetividade'' tanto do sistema métrico quanto do calendário deveria dar o mesmo fim para ambos. No entanto apenas o sistema métrico vingou e se impõe mais a cada dia que passa.
O calendário republicano era dividido em 12 meses de 30 dias mais 5 ou 6 dias restantes para completar 1 ano. O ano era suposto iniciar no equinócio outonal (da primavera no hemisfério sul). Os anos seriam contados a partir do primeiro ano da primeira República Francesa: 1792.
Os meses eram divididos em 3 décadas de 10 dias. Seus nomes seriam: Vendémiaire, Brumaire, Frimaire, Nivôse, Pluviôse, Ventôse, Germinal, Floréal, Prairial, Messidor, Thermidor, Fructidor. Os poetas Chénier e Fabre d'Eglantine e o pintor David se encarregaram de dar os nomes aos meses e aos dias. Os matemáticos Romme e Monge estabeleceram que a data gregoriana de 22 Set 1792 equivaleria a 1 Vendémiaire da ano 1 da República. Os nomes dos meses foram reunidos de forma a rimarem ``ao sabor da estação''. Os três primeiros indicariam o estado do ``outono'', os três seguintes, classificariam o estado climático do inverno, em seguida viriam os três meses primaveris e finalmente os três últimos sugerindo o calor ambiente. Os nomes dos dias em uma década eram de origem latina: primidi, duodi, tridi, quartidi, quintidi, sextidi, septidi, octidi, nonidi, decadi. Era suposto se descansar no decadi. Os últimos 5 ou 6 dias do ano eram apelidados de: jour de la vertu, jour de génie, jour du travail, jour de l'opinion, jour dés récompenses, jour de la révolution, este último existente se o ano era bissexto.
Um calendário assim definido trazia os mesmo problemas do calendário juliano. Medidas foram tomadas para se corrigir que se assemelham às da reforma gregoriana. Porém não houve tempo de implantá-las, uma vez que Napoleão I aboliu o calendário Republicano em 1806. Ele foi reassumido, porém, durante a Comuna de Paris em 1871, para ser novamente abolido com a queda da Comuna.
As causas mais prováveis da não aceitação do calendário republicano francês são: a desaprovação do clero, que mesmo descartado do poder na revolução ainda exercia forte influência na população; e o fato da instituição da ``semana'' de 10 dias, o que suprimia um dia de descanso por mes. Com o tempo a população sentiu-se ludibriada em seus direitos.

O Calendário Maia

O calendário Maia é tido como um dos mais precisos e intrincados. Era composto de três partes: o da Contagem Longa, o calendário divino (Tzolkin) e o civil (Haab). Uma datação maia poderia se apresentar da seguinte maneira: 12.18.16.2.6, 3 Cimi, 4 Zotz.
O primeiro termo é o da Contagem longa e é composto por 5 partes. É uma contagem de dias e equivaleria ao chamado ``dia juliano'', adotado nos catálogos astronômicos. Da direita para a esquerda, teríamos:
  • 6 kin (dias);
  • 2 uinal (1 uinal = 20 kin);
  • 16 tun (1 tun = 18 uinal);
  • 18 katun (1 katun = 20 tun);
  • 12 baktun (1 baktun = 20 katun)
Unidades extra-oficiais também eram adotadas, particularmente o alautun correspondendo a 63 milhões de anos é a maior unidade de tempo que se conhece entre povos antigos.
Os Mais contavam o baktun de 1 a 13 e adotavam a origem do calendário a data 13.0.0.0.0 que equivale ao calendário cristão a provavelmente uma das datas:
Data Maia
Juliana
Gregoriana
13.0.0.0.0
8 Set 3114 aC
13 Ago 3114 aC
13.0.0.0.0
6 Set 3114 aC
11 Ago 3114 aC
13.0.0.0.0
11 Nov 3374 aC
14 Out 3374 aC

As três datas correspondem a valores adotados entre os estudiosos.
O calendário que se segue é o Tzolkin, religioso. Uma numeração da semana de 13 dias e a nomeação de outra ``semana'' de 20 dias era indicado. Há uma sincronia com a data de longa contagem de forma que os valores de um e de outro não são combinação de números quaisquer. O nomes das semanas podem ser: Ahau, Imix, Ik, Akbal, Kan, Chicchan, Cimi, Manik, Lamat, Muluc, Oc, Chuen, Eb, Ben, Ix, Men, Cib, Caban, Etznab, Caunac. O dia 13.0.0.0.0 corresponde a 4 Ahau.
Finalmente temos o calendário civil, o haab, constituido de 18 meses de 20 dias cada, seguido de 5 dias extreas, chamados Uayeb, complentando o ano de 365 dias. Os nomes dos meses eram: Pop, Uo, Zip, Zotz, Tzec, Xul, Yaxkin, Mol, Chen, Yax, Zac, Ceh, Mac, Kankin, Muan, Pax, Kayab, Cumku.
O dia 13.0.0.0.0 corresponde a 8 Cumku.

A Semana

Pouco se sabe da origem dos dias da semana. Há quem sustente que trata-se de uma absoluta irracionalidade pois o ciclo de 7 dias não satisfaz qualquer condição astronômica, nem quanto ao período sinódico. Há quem diga o contrário, que o ciclo de 29.53/47,3... é uma conseqüência direta do ciclo sinódico. A semana, tal como a conhecemos hoje vem de Roma, adotada no século II ou I aC. Não se sabe se essa divisão vem da tradição judaica seguindo a história da criação bíblica. Os judeus numeram seus dias de 1 a 6 e descansam no ``Sabbath'', dia do descanso na Criação. O ``descanso'' semanal não era adotado pelos romanos, que preferiam interromper o trabalho em várias épocas do ano consagradas a festivais e festas religiosas.
A maioria dos países de língua latina, adota os nomes dados pelos romanos segundo os planetas-deuses: sol, lua, marte, mercúrio, júpiter, vênus e saturno. Com efeito, em francês adota-se: dimanche, lundi, mardi, mercredi, jeudi, vendredi, samedi, donde apenas o ``domingo'' se exceptua. No entanto, essa convenção é moderna, pois a tradição francesa atribui a este dia o nome de die soleil. Em espanhol encontra-se uma nomenglatura semelhante. Nos países de língua inglesa adotou-se os nomes ``teutônicos'' dos deuses correspondentes em latim. Exceptuando ``saturno'' (saturday), ``sol'' (sunday) e ``lua'' (monday), de resto, temos: Tiu (Marte), Woden (Mercúrio), Thor (Júpiter) e Freya (Vênus).
A adoção ocidental para o ``domingo'' como dia do descanso deve-se à tradição cristã de atribuir a ressurreição a este dia da semana.
A língua portuguesa é a única latina que contém excessões. Os dias numerados são de origem obscura. É possível que os portugueses adotaram a numeração dos dias como os judeus. Tanto é que a palavra ``sábado'' deriva diretamente do nome ``sabbath''. O termo ``domingo'' seria a licença cristã nesta denominação.
A hipótese de origens cristãs aos nomes dos dias em português também é aventada. A iniciativa teria partido do Papa Gregório XIII que estabeleceu a numeração dos dias para suplantar as denominações de origens pagãs. Porém, não existe confirmação para tal hipótese.